Governo da Bahia lança projeto de pelo fim da violência contra as mulheres junto ao Instituto Avon e a ONU Mulheres

Projeto 'Caravana Cravos e Rosas na Paz' é lançado pelo Governo da Bahia.

Projeto ‘Caravana Cravos e Rosas na Paz’ é lançado pelo Governo da Bahia.

Na manhã de terça-feira (30/08/2016), o Governo da Bahia, através da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), lançou o projeto “Caravana Cravos e Rosas na Paz! Unidos pelo Fim da Violência contra a Mulher”, no Auditório da Secretaria da Fazenda, em Salvador.

A Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia, Olívia Santana, marcou presença no encontro, que contou também com a participação de Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil; Daniela Grelin, Gerente do Instituto Avon; e Rosângela Araújo, Vice-Presidenta do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher da Bahia (CDDM).

Em primeiro momento, a Secretária Olívia realizou uma apresentação sobre a Caravana para a imprensa presente, respondendo às dúvidas e questionamentos dos jornalistas. Logo após, ela deu continuidade à sua fala sobre a Caravana, ressaltando a importância de implementar um projeto itinerante pelo fim da violência contra as mulheres no estado da Bahia, e agradecendo a parceria do Instituto Avon, e o apoio da ONU Mulheres no Brasil e do CDDM.

“Infelizmente, ainda há banalização da violência contra as mulheres. O que estamos propondo é um movimento de diálogo social, deixando uma semente plantada em cada município que iremos passar”, afirmou Olívia.

A gestora da SPM-BA explicou também que a Caravana não é voltada apenas para as mulheres, mas para toda a sociedade: “Nós precisamos que os homens que não concordam com a violência contra as mulheres não assumam uma postura de neutralidade, mas uma atitude de mudança”, concluiu.

Para Daniela Grelin, Gerente do Instituto Avon, a parceria com a SPM-BA neste projeto é bastante positiva, pois além do seu caráter perene e inovador, dialoga com as duas frentes de trabalho do instituto, que estão ligadas ao enfrentamento à violência contra as mulheres e ao combate ao câncer de mama.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, também frisou o caráter inovador da Caravana, por ser uma ação com grande dinamismo e que tem foco nas mulheres, mas almeja também alcançar os homens, que precisam cada vez mais de posicionamento a favor desta luta pelo fim da violência contra as mulheres.

Rosangela Araújo, professora e Conselheira do CDDM Bahia, afirmou estar satisfeita em apoiar a iniciativa da Secretaria, sobretudo, frisando que a violência tem grande impacto na vida das mulheres que são vítimas, e que não podemos enfraquecer esta luta social e política.

No encerramento do encontro, a Secretária Olívia Santana, agradeceu a presença das parceiras e apoiadoras, do público presente e da imprensa baiana, frisando que a proposta principal é disseminar uma cultura de respeito e igualdade entre mulheres e homens no estado.

A Caravana

É uma ação itinerante, cujo objetivo é sensibilizar a população em relação às temáticas de gênero e da violência contra as mulheres, e criar ou fortalecer a rede especializada de atendimento local.

Dentre as atividades previstas estão: a criação e/ou fortalecimento do Comitê Municipal de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher; a reafirmação do Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres; a apresentação do diagnóstico sobre a situação da violência contra a mulher do município; intervenções culturais; oficinas de gênero e violência contra a mulher; apresentações teatrais, dentre outras.

O projeto inédito do Governo da Bahia tem início imediato, amanhã (31), no município de Camaçari, na Escola Luís Rogério de Souza, e beneficiará, nesta etapa inicial, cerca de 30 cidades baianas.

Caravana vai promover ações pelo fim da violência de gênero na Bahia  

Prevenir e enfrentar a violência de gênero na Bahia por meio de ações educativas e culturais, incluindo cidades que apresentam elevados índices de violência contra a mulher. Este é um dos objetivos da Caravana Cravos e Rosas na Paz, desenvolvido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), em parceria com o Instituto Avon e apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa itinerante foi apresentada a jornalistas na manhã desta terça-feira (30), em Salvador, pela titular da SPM, Olívia Santana, com a presença das representantes do Instituto Avon, Daniela Grelin, e da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman.

De acordo com Olívia Santana, ampliar a participação masculina nas questões que envolvem a violência contra a mulher é uma das metas do governo. “Queremos que haja atitude por parte dos homens que não concordam com a violência contra a mulher, que se engajem e participem desta luta para influenciar outros homens. Não podemos atuar apenas na perspectiva do combate à violência e na punição daqueles que praticam a violência, mas também que agir preventivamente”.

A primeira cidade que irá receber a Caravana Cravos e Rosas na Paz será Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), nesta quarta-feira (30). “São 16 municípios nesta primeira etapa. Queremos chegar a 30. Vamos dialogar com [pessoas de] Camaçari, Dias D’Ávila, Simões Filho e a própria Salvador. Temos uma rede de proteção à mulher em situação de violência naquele município [Camaçari], que precisa ser fortalecida para impactar nos municípios vizinhos”. A lista dos municípios que serão contemplados com a caravana está disponível no site da SPM. Durante a coletiva de imprensa, também foi distribuído material informativos e botons do projeto.

Mobilização

Na ocasião, Daniela Grelin afirmou que o Instituto Avon tem orgulho de ser parceiro do Governo do Estado na Caravana Cravos e Rosas na Paz. “Consideramos que é um projeto pioneiro, que trata em quatro pontos nevrálgicos para o enfrentamento da violência contra a mulher, que são a conscientização da sociedade em si, através dos diálogos e oficinas que ajudem a população a reconhecer as diferentes formas de violência contra a mulher; a mobilização de todos os agentes públicos de forma coordenada, para que eles trabalhem de forma coesa e eficaz no enfrentamento das situações de violência; o apoio ao projeto em si, que tem força de política pública; e também a mobilização de todos os atores da sociedade”.

Já Nadine Gasman, da ONU Mulheres, considera importante que o assunto seja tratado no âmbito jurídico, com o cumprimento da legislação e punições, mas levar o tema para os lares, as escolas, o trabalho e a rua reforça a prevenção. “O feminicídio é a violência máxima, mas estamos preocupados com todos os tipos de violência, desde a violência doméstica, o assédio e o abuso. Estas campanhas que levam a mensagem para homens e mulheres nas ruas, de uma maneira diferente, é uma forma de prevenir a violência. Se os homens são parte do problema, eles têm que ser parte da solução”.

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