Feira de Santana: caso do diretor Deodato Peixinho x secretário Ícaro Ivvin; a verdade revelada

Mário Sepúlveda Sobrinho, profissional da imprensa apresenta relato preciso sobre fatos ocorridos no interior da Secretaria de Serviços Públicos de Feira de Santana.

Mário Sepúlveda Sobrinho, profissional da imprensa apresenta relato preciso sobre fatos ocorridos no interior da Secretaria de Serviços Públicos de Feira de Santana.

O repórter Mário Sepúlveda Sobrinho, reconhecido na comunidade pelo trabalho sério, competente e preciso na produção e publicação de notícias, revela com exclusividade ao Jornal Grande Bahia (JGB) o que ocorreu na tarde de quinta-feira (15/09/2016) na sede da Secretaria de Municipal de Serviços Públicos de Feira de Santana (SMSPFS).

Os relatos e documentos iniciais apontam para altercação entre o diretor de Áreas Verdes do município, José Deodato Peixinho Filho e o secretário municipal de Serviços Públicos, Ícaro Ivvin, inclusive com violação do gabinete do diretor.

Após a publicação da matéria ‘Feira de Santana: diretor de Áreas Verdes Deodato Peixinho acusa secretário Ícaro Ivvin de ato de violência’, veiculada no Jornal Grande Bahia, na quinta-feira (15), o diretor manteve contato com a redação do Jornal Grande Bahia (JGB) e negou, de forma peremptória, os fatos relatados na matéria.

Com relação as afirmações do diretor, ao postular direito de resposta, o JGB publicou na sexta-feira (16) a matéria ‘Feira de Santana: diretor de Áreas Verdes Deodato Peixinho nega de forma veemente que tenha acusado secretário Ícaro Ivvin de atos de violência’. No escopo da matéria a reprodução exata das informações prestadas por Deodato Peixinho, ao veículo de comunicação.

Busca pela verdade

Em busca do ânimo da verdade, o JGB manteve contato com Mário Sepúlveda, uma das qualificadas fontes que relatou, ao veículo de comunicação, os fatos ocorridos na tarde de quinta-feira (15).

Absorto com a negativa dos fatos, contestado pelo relato proferido por Deodato Peixinho, Mário Sepúlveda, de forma resoluta, encaminhou depoimento na forma de áudio sobre a veracidade dos acontecimentos e como os vivenciou na tarde de quinta-feira (15). Além do áudio, por telefone, o competente e sério repórter apresentou dados que indicam o ânimo da verdade, com relação aos fatos que descreve, conforme observa-se a seguir:

— O que aconteceu quinta-feira (15), por volta das 16 horas, é que recebi uma ligação de uma fonte informado que estava ocorrendo uma confusão na secretaria.

— Fui até o local. Chegando lá, encontrei o diretor de Áreas Verdes, Deodato. Perguntei a ele o que tinha ocorrido. Ele disse que estava aborrecido e disse que não iria gravar entrevista comigo. Mas, afirmou que o secretário teria invadido o gabinete dele e que iria tomar providências.

— Fui até a porta do gabinete do secretário [ele quis dizer diretor]. Vi que estava arrebentada, porque o vidro estava quebrado. Observei que tudo estava limpo pelos funcionários, mas o vidro estava faltando. Alguém me interpelou para que não tirasse fotos.

— Imediatamente, pedi para gravar com o secretário. O secretário estava em reunião. Posteriormente, terminada a reunião o secretário me atendeu.

— Eu perguntei a ele: secretário, tive as informações que houve um desentendimento entre o senhor e Deodato Peixinho. O senhor gostaria de falar sobre o assunto?

— Ele respondeu: Sepúlveda, eu posso falar com você, mas não vou gravar. Porque é uma coisa que vai trazer desconforto politicamente e, eu não quero trazer desconforto politicamente. Mas, não houve arrombamento por parte da minha pessoa. O que aconteceu é que eu precisava de um documento protocolado e esse documento tinha que vir para a minha mão. Esse documento estava com Deodato Peixinho. Ele não me entregou o documento. Então, mandei dois funcionários abrir a porta e pegar o documento.

— Observando que existiam duas marcas vermelhas no pescoço do secretário, perguntei a ele se tinha havido alguma agressão? Ele respondeu que não, que tinha ficado nervoso e que era apenas isso.

— Agradeci ao secretário. Retornei ao contato com Deodato Peixinho e comentei: Peixinho, o secretário confirmou que mandou abrir a sua porta, e que não foi ele, mas foram dois secretários e que ele, realmente, mandou pegar documentos na sua diretoria. Você quer gravar sobre isso?

— Deodato Peixinho respondeu que não iria gravar, porque isso iria gerar desgaste no governo.

— Isso aconteceu na quinta-feira (15). Se o Peixinho disser que não aconteceu, ele simplesmente vai faltar com a verdade. Mas, isso não vai ser novidade nenhuma.

Narrativa e documentos

Além da precisão da narrativa, por telefone, Mário Sepúlveda informou que câmaras de segurança existentes na secretária devem ter captado todos os fatos e que isso dá substância material à narrativa que apresenta. O repórter revelou, também, que cerca de 20 pessoas são testemunhas dos episódios narrados.

Verdade, conceito filosófico

O que é a verdade? Como identificar a verdade? A filosofia apresenta diferentes acepções sobre ‘verdade’. Para o caso em discussão, em que um agente do estado tenta apresentar a própria verdade, enquanto um profissional da imprensa objetiva transmitir a verdade fática, com quem está a verdade?

Cinco conceitos filosóficos explicam a verdade: a verdade como correspondência, como revelação, como conformidade a uma regra, como coerência e como utilidade.

Aplicando de forma simplificada os conceitos filosóficos ao caso envolvendo três personagens — dois servidores, Deodato Peixinho e Ícaro Ivvin; e Mário Sepúlveda, profissional da imprensa, membro da sociedade civil, cujo principal valor do trabalho está na permanente precisão da narrativa dos fatos e como eles acontecem — qual verdade é capaz de vislumbrar?

Literatura policial

São recorrentes na literatura policial os casos em que atos de corrupção envolvem conflitos, que degeneram em agressões, decorrentes da ocultação de documentos, com violação de espaços.

A literatura policial é prodiga em relatar como episódios sobre organizações são revelados quando membros de uma mesma facção entram em conflito, ou quando indivíduos que atuam no mesmo esquema, sentindo-se prejudicado, acumulam evidências contra o outro parceiro, gerando conflito.

Elementos da verdade

Ocultação de documentos, violação de gabinete, altercação, indícios de atos de corrupção, versões sobre um mesmo fato, ameaças e mentiras são elementos que emergem nas relações estabelecidas na Secretaria de Serviços Públicos de Feira de Santana.

Às vezes, o que um jornalista revela é o mais evidente e superficial dos fatos. Mas, são recorrentes os casos em que a degeneração de uma estrutura é significativamente profunda, porém, tudo que se consegue vislumbrar, no primeiro momento, é o que com maior evidência se apresenta.

Confira o áudio com o  relato de Mário Sepúlveda

 

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