Ex-presidente Lula: perseguição a mim é pelas coisas boas que fizemos pelos mais necessitados deste país; “setores do MPF flertam com o fascismo”, avaliam juristas

 

O ex-presidente falou que os sucessos dos governo do PT despertaram o ódio ao partido.

O ex-presidente falou que os sucessos dos governo do PT despertaram o ódio ao partido.

Na avaliação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram os sucessos das gestões do PT que motivaram o ódio ao partido. A declaração foi dada durante pronunciamento na tarde desta quinta-feira (15/09/2016), um dia após a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF).

“Meu fracasso não teria despertado tanto ódio contra o PT. O que despertou tanta ira foi o sucesso”, declarou.

Em um discurso emocionado, que durou mais de uma hora, o ex-presidente destacou que a lógica de parte do Poder Judiciário “não é mais os autos do processo” e sim das manchetes dos meios de comunicação, interessados em ter alguém para “criminalizar e demonizar”.

“Conquistei o direito de andar de cabeça erguida nesse País. Tenho convicção que quem mentiu está num enrascada. Provem uma corrupção minha, que eu irei a pé para ser preso”, afirmou.

Lula começou sua fala dizendo que não faria um pronunciamento como ex-presidente, como alguém perseguido ou que reivindica algum favor, mas como um “cidadão indignado”.

“É uma declaração pura e simplesmente de um cidadão indignado com as coisas que aconteceram e que estão acontecendo nesses dias”, enfatizou, lembrando que poucas figuras públicas no Brasil têm a vida mais fiscalizada que ele.

Lula afirmou que respeita as instituições do estado brasileiro e lembrou que foi em seu governo e no da presidenta Dilma Rousseff que o Ministério Público e a Polícia Federal foram fortalecidos.

“Quero o Ministério Público e a Polícia Federal cada vez mais fortes, mas cada vez mais responsáveis. Ninguém acredita na instituições fortes mais do que eu, porque somente com instituições fortes a gente garante a democracia”, afirmou.

E pediu que os membros do Ministério Público tenham atenção, para que “meia dúzia de pessoas não estraguem uma instituição tão importante”.

Convicção

Lula chamou a denúncia apresentada pelo MPF de “espetáculo de pirotecnia” para justificar a mentira que foi construída, “como se fosse um enredo de uma novela” e que agora precisam concluir a história, escolhendo os bandidos e os mocinhos.

“Ontem eu não quis ficar zangado, mas não compreendia aquilo. Como você convoca uma coletiva, gasta dinheiro público, para dizer que não tem prova, mas tem convicção?”, indagou.

“Peçam desculpas. Mas parem de inventar coisas para justificar a primeira mentira”, completou.

O ex-presente comparou com o caso dos mais de 400kg de cocaína encontrados em um helicóptero que pertencia à família do senador Zezé Perrella (PTB-MG).

“Eles sabiam e tinham prova de um helicóptero com 450kg de cocaína. Eles tinham prova, mas não tinham convicção”, declarou.

O ex-presidente falou que a sua convicção é que o Brasil pode ser um País melhor e que seu governo é prova disso.

Foto: Paulo Pinto/Agência PTFoto: Paulo Pinto/Agência PT

“Tenho a convicção que é possível mudar esse País e tenho prova, porque mudei o País. Promovi a maior inclusão social que este País já viu sem dar um tiro, usando os instrumentos da democracia”, destacou.

E que enquanto estão focados em destruir a sua imagem, há milhares de Lulas por todo o País.

“Essa meninada que está indo para a rua reivindicar democracia é o Lula multiplicado milhões de vezes”, disse.

E garantiu: “Não tenho a vocação do Getúlio para me dar um tiro, nem a do Jango para sair do Brasil. Se quiserem me tirar, vai ter que ser na urna”.

Desvio de conduta

Ainda nesta quinta-feira (15), os advogados de Lula informaram que dariam entrada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em acusação de desvio de conduta de membros do MPF no caso da coletiva de ontem.

Fascismo

Juristas avaliam que o comportamento dos procuradores do Caso Lava Jato é semelhante ao comportamento de membros dos regimes fascistas. Notadamente, são indivíduos autocráticos cujo comportamento viola direitos civis. Invariavelmente, utilizam cargos públicos para atuar de forma arbitrária, resultando em graves violações dos direitos civis de membros da comuna identificados como progressistas.

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