Eleições 2016 – São Paulo: prefeito Fernando Haddad alfineta adversários em entrevista à revista Poder

Fernando Haddad: Sofri uma oposição sistemática, maior do que qualquer prefeito já enfrentou.

Fernando Haddad: Sofri uma oposição sistemática, maior do que qualquer prefeito já enfrentou.

“Até entendo a crítica, de fato nunca participei da vida interna do partido. entrei na política pelas mãos do (economista) João Sayad, que nem petista é. Mas isso não me faz menos aderente às ideias que abraço até hoje, como o combate à desigualdade.” (Sobre as críticas dos companheiro de partido que o acusam de não ter o physique du rôle do petista tradicional).

“O país é muito desigual e não vai ser o fim PT que vai melhorar isso. Ao contrário, todos deviam lamentar que um partido construído a partir da base esteja sofrendo esse constrangimento. Por culpa interna também – não desconsidero os erros. Chances foram perdidas, a reforma política não foi feita. E o fato é que o problema maior sobreviveu. Apesar dos avanços com o Lula, a espinha dorsal da desigualdade não foi quebrada.”

“Sofri uma oposição sistemática, maior do que qualquer prefeito já enfrentou” (Sobre sua relação com a imprensa).

“Pegue a questão da mobilidade, todo mundo sabe o escândalo que é ônibus em congestionamento, que precisa de faixa, de segurança para o ciclista. Reduzir as mortes no trânsito é recomendação da OMS, eu não inventei. Mas como o cidadão que acorda cedo e dorme tarde vai discernir isso, se não é exposto a uma variedade de opiniões?”.

“A juventude bacana, o pessoal mais moderno, já comprou a ideia de que a cidade pode ser diferente.”

 “Ninguém está olhando para frente a não ser a atual administração. Representamos outro paradigma na cidade de São Paulo. Nós somos os portadores do futuro, eles (os adversários) são o passado”.

“Para muita gente, são três prefeitos do PT competindo entre si. Você chega na periferia e diz que a Marta (Suplicy) está com o (Michel) Temer, as pessoas tomam um susto. Nem sabem o novo número dela, acham que é 13”.

“O que eu recebo é elogio dos meus adversários. Falam que a ciclovia veio para ficar, que a rede Hora Certa (serviço público que garante consultas médicas com hora marcada) precisa ser expandida, ou seja, nós somos o tema da campanha. Os outros estão se resignando a comentar, e não estão propondo uma visão de cidade para o futuro”, diz.

Estreante no horário eleitoral, João Doria quer levar seu know-how de empresário para a administração pública e, de quebra, reconduzir o PSDB ao comando da maior cidade do país.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista

“Sou um empresário disputando uma eleição”, diz, sempre tentando se colocar em outra prateleira em relação aos adversários. “Construí minha carreira na iniciativa privada e isso é um diferencial. Posso levar para a administração pública o que o setor privado tem de melhor, que é a capacidade de gestão, as métricas, as exigências.”

“Trabalhei para ter tudo o que tenho, diferente dos petistas, do filho do Lula, que ficou milionário sem trabalhar.”

“Uma coisa que você nunca vai me ver usando é vermelho, que só traz más recordações.”

 “Não tem como fazer sem dinheiro, quem colocou esse país em recessão não foi o Alckmin, foi o PT.” (Sobre obras Geraldo Alckmin, seu guru e padrinho político que estão paradas, como monotrilho e estações de metrô).

 “Na vida, é preciso saber perder. Andrea Matarazzo perdeu, mas saiu atirando. Foi pequeno, foi menor.” (Sobre ser o causador do maior bafafá da história tucana recente)

“Não tenho nenhuma admiração por ele. Votaria na Hillary Clinton, que tem uma carreira admirável como senadora. Estou certo de que ela vai ganhar.” (Sobre Donald Trump)

A publicação, editada pelo Grupo Glamurama, estará nas bancas de todo o brasil a partir do dia 16 de setembro.

 Tanto a nota como as fotos só podem ser utilizadas se creditadas à revista PODER.

Sobre grupo glamurama

Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet. Além do site, o grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch e PODER.

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