Contra o Golpe: milhares de cidadãos voltam a ocupar as ruas de São Paulo pelo “Fora, Temer”; protestos são reprimidos pelos DOPS de Geraldo Alckmin

Manifestação contra o governo de Michel Temer na avenida Paulista, em São Paulo.

Manifestação contra o governo de Michel Temer na avenida Paulista, em São Paulo.

Cerca de 60 mil pessoas se reuniram na Avenida Paulista, neste domingo (11/09/2016) para um ato contra o presidente do Brasil, Michel Temer, e contra o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A manifestação, organizada pela Frente Povo Sem Medo, teve pelo menos três detidos.

A marcha teve início por volta das 14 horas, em frente ao Museu de Arte de São Paulo, o Masp, e terminou no Parque Ibirapuera. O protesto foi reprimido pela Polícia Militar, que deteve um homem e duas mulheres, acusados de portar objetos perigosos.

Os manifestantes disseram que os agentes agiram com excesso de agressividade e não informaram o motivo das detenções.

Capitão do Exército tem identidade revelada após se infiltrar em manifestações

Um capitão do Exército Brasileiro se disfarçou de manifestante para entrar em protestos de esquerda e ajudar na prisão ilegal de militantes. O oficial da inteligência militar teve sua verdadeira identidade revelada pelo site de notícias Ponte e pelo jornal El País.

Willian Pina Botelho, especialista em Ciências Militares, foi o principal responsável pela operação que culminou na detenção de 21 jovens em uma passeata contra o presidente Michel Temer no último domingo, 4, em São Paulo. Se passando por um militante de nome Baltazar Nunes, o agente utilizava as redes sociais para fazer contato com ativistas e se infiltrar nos atos. Mas jornalistas da Ponte e do El País acabaram descobrindo a sua identidade após serem contactados por conhecidos do militar, que o reconheceram em imagens publicadas na internet. Em nota, o Exército confirmou a identidade do capitão e disse que sua eventual participação no ato citado está sendo apurada.

DOPS

A ação dos policiais, nos protestos do dias 4 de 11 de setembro de 2016, foi qualificada como um ressurgimento do DOPS e conta com o apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP) e do presidente Michel Temer (PMDB/SP), revela opositor.

A história do DOPS está ligada a movimentos repressores do Estado, contra ações populares. A ação do órgão objetivou reprimir com violência estatal pessoas e movimentos que discordavam como o governo da época. A exemplo do presente, os movimentos questionavam a legitimidade dos governos.

O Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), criado em 30 de Dezembro de 1924, foi o órgão do governo brasileiro, utilizado principalmente durante o Estado Novo e, mais tarde, na Ditadura Militar de 1964, cujo objetivo era censurar e impedir movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder. O órgão, que tinha a função de assegurar e disciplinar a ordem militar no país, foi instituído em 17 de abril de 1928 pela lei nº 2304 que tratava de reorganizar a polícia do Estado.

Durante a Ditadura Militar, em São Paulo, o delegado mais conhecido foi Sérgio Paranhos Fleury, devido às acusações de “linha dura” feitas pelos presos.

Os governantes de São Paulo tiveram e têm íntima relação com sistemas repressores, que violam os direitos humanos. O que ocorre nos dias atuais apenas é uma reedição do que ocorreu no passado. Golpes começam assim e, nesse sentido, a revisão histórica apenas confirma a função conservadora/reacionária do governo Geraldo Alckmin.

*Com informações da Agência Sputnik.

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