Ataque reacionário: Líder do Movimento Brasil Livre pede impeachment de Ricardo Lewandowski

Ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF e do processo de impeachment no Senado Federal, durante 6º dia de sessão. Ataque conservador ao ministro é mais um elemento da escalada golpista.

Ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF e do processo de impeachment no Senado Federal, durante 6º dia de sessão. Ataque conservador ao ministro é mais um elemento da escalada golpista.

Um dos líderes do Movimento Brasil Livre, Fernando Holiday, protocolou na terça-feira (06/09/2016), no Senado, um pedido de impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. Responsável por conduzir o julgamento do processo de impeachment de Dilma Rousseff, Lewandowski acatou o destaque apresentado pelo PT para que a votação da condenação de Dilma fosse fatiada, resultando na manutenção do direito dela de exercer função pública, mesmo após ter o mandato cassado pelos senadores.

Segundo Holiday, a decisão de Lewandowski é o que motiva o pedido de impeachment. “O argumento principal é de que o presidente do Supremo cometeu crime de responsabilidade ao aceitar o fatiamento da votação, que votou separadamente o impedimento da presidente Dilma Rousseff e a sua inabilitação política por 8 anos. O texto constitucional é muito claro, ele diz que a consequência direta do impedimento da presidente da República seria a sua inabilitação”, disse aos jornalistas, logo após protocolar a petição.

Na opinião do coordenador do movimento, o ministro teve oportunidade de analisar a questão com calma, mas agiu com negligência. “O presidente do Supremo soube dias antes desse pedido de destaque, ou seja, ele já tinha analisado a questão previamente, sabia o que seria pedido, teve tempo, claro, de analisar uma questão simples como essa e infelizmente não o fez”, disse.

No pedido, Holiday pede ainda que o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o primeiro vice-presidente da Casa, senador Jorge Viana (PT-AC), sejam considerados impedidos de analisar o acatamento do pedido de impeachment de Lewandowski.

“Primeiro, porque Renan Calheiros foi o responsável por articular tudo isso, ou seja, seria uma parte interessada, e o Jorge Viana, que seria seu vice, é do Partido dos Trabalhadores, justamente o partido que apresentou esse pedido de destaque. Logo, pedimos que quem avalie esse pedido de impeachment seja o segundo-vice presidente do Senado”, afirmou.

O segundo vice-presidente do Senado é o senador Romero Jucá (PMDB-RR). No entanto, a prerrogativa de acatar ou arquivar pedidos de impeachemnt contra ministros do Supremo e o Procurador-Geral da República é do presidente do Senado. Neste caso, Renan Calheiros.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.