Advogado do ex-presidente Lula: ação dos procuradores da Lava Jato é política

Advogado Cristiano Zanin Martins que defende o ex-presidente Lula.

Advogado Cristiano Zanin Martins que defende o ex-presidente Lula.

Os advogados do ex-Presidente Lula estão aguardando a manifestação do Conselho Nacional do Ministério Público diante da representação formulada contra os procuradores da Lava Jato que ofereceram denúncia contra Lula, sua esposa, Marisa Letícia, e outras seis pessoas.

Na representação apresentada na quinta-feira (15/09/2016) contra os procuradores Deltan Dallagnol, Júlio Carlos Motta Noronha e Roberson Henrique Pozzobon, os advogados de Lula argumentam que os procuradores se excederam em suas atribuições na denúncia dirigida ao Juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, e apresentada na quarta-feira, 14, em entrevista coletiva num luxuoso hotel da capital do Paraná, transmitida pela TV em rede nacional. Em entrevista exclusiva, um dos advogados de Lula, Cristiano Zanin, afirma:

“Esta representação se baseia num possível desvio funcional praticado por alguns dos procuradores da República que participaram da entrevista coletiva em que anunciaram a denúncia oferecida contra o ex-Presidente Lula e sua esposa, D. Marisa Letícia. Por que fizemos esta representação? Porque o foco desta entrevista se baseou na possível formação de uma organização criminosa. Só que este tema não está sob atribuição dos procuradores da Lava Jato, mas sim aos cuidados do senhor procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que propôs a questão ao Supremo Tribunal Federal.”

O advogado Cristiano Zanin continua:

“Então, sequer era atribuição destes procuradores examinar a questão da organização criminosa, assim como ela não era objeto da denúncia que eles se propuseram a anunciar. Fora isto, a forma como se deu aquela entrevista coletiva com a utilização de recursos públicos, aluguel de espaço em hotel de luxo, o exagero no uso de adjetivos e de palavras fortes contra o ex-presidente da República, buscando claramente macular a sua honra e integridade, saíram do nível de conduta que os procuradores deveriam ter demonstrado, além de neutralizar o princípio da presunção de inocência que deveria ter sido observado contra as pessoas acusadas.”

Cristiano Zanin acrescenta em sua entrevista à Sputnik: “Os procuradores também descuidaram de observar as recomendações do Conselho Nacional do Ministério Público para se lidar com grande cautela diante de questões de tamanha gravidade. Então, este é o cenário que nos levou a pedir ao Conselho Nacional do Ministério Público uma análise do comportamento funcional destes procuradores.” O advogado disse ainda que pediu ao Conselho que os procuradores se abstenham de adotar posições que reflitam antecipação de juízo de valor, cumprindo as determinações deste órgão. O Dr. Cristiano Zanin também observou que, diante do histórico envolvendo o Presidente Lula na condução deste processo, não há como descaracterizar uma ação política cujo objetivo principal é o de inviabilizar qualquer possível pretensão de ele vir a disputar a eleição presidencial de 2018.

*Com informações da Agência Sputnik.

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