A loteria de Santana | Por Adilson Simas

Artigo aborda a Caixa Mútua de Santana.

Artigo aborda a Caixa Mútua de Santana.

Publicada no livro “A Feira do século XX”, do escritor Antônio Moreira Ferreira, a crônica “A Loteria de Santana” fala da criação da Caixa Mútua de Santana, cuja arrecadação, depois de deduzidas as despesas, ficava para a paróquia de Santana. Vale a pena conhecer a crônica do conhecido Antônio do Lajedinho:

– Não posso precisar o ano que começou, mas sei que em 1933 existia aqui em Feira a Loteria de Santana, instalada com o pomposo nome de CAIXA MÚTUA DE SANTANA no comércio local. Os dados oficiais daquela loteria devem fazer parte do arquivo da Paróquia de Santana.

Sei, entretanto, que a loteria foi implantada nos moldes da Loteria Federal, sendo que papel era tipo jornal e tinha cinco bilhetes com o mesmo número e o limite era de 000 a 999, inclusive.

Formava, assim, 5.000 mil bilhetes que eram vendidos a aproximadamente vinte centavos (atuais) cada pedaço, ou $ 1.000,00 (hum mil réis) o bilhete inteiro. Do total arrecadado, uma parte era do acertador, outra parte para a comissão dos vendedores, outra para despesas gerais, e o saldo ficava para a paróquia.

O diretor, quando conheci, era Antônio Cunha, mais conhecido como Tutu Cunha e popularizado pela sua distribuição de medicamento contra picada de cobras. Embora existisse a sede, o movimento de cambistas, premiados, etc, era tudo na residência de Tutu Cunha, situada na Rua Marechal Deodoro, próxima ao Beco da Matriz.

O sorteio era feito de forma artesanal, uma vez por semana, na sede da Caixa Mútua de Santana. Embora seja difícil fazer a atualização monetária do réis para o atual real, tomo por base o valor em objeto.

Assim o prêmio maior da loteria dava para comprar uma máquina de costura Singer, de pedal, então uma novidade que Manoel da Singer (Manoel Marques) vendia na Cidade. Conheço uma senhora em Feira de Santana que foi premiada, comprou uma máquina Singer e até hoje a conserva como lembrança.

A renda para a Igreja devia ser excelente porque cobria todas as despesas dela e ainda construíam-se ou reformavam partes da Matriz, além de dar emprego a pessoas idosas que não podiam trabalhar e não tinham aposentadoria.

Não tenho certeza, mas, suponho que a construção das torres da Igreja teve ajuda financeira da Loteria de Santana. Como já disse, somente os arquivos da Diocese podem esclarecer os benefícios que a Loteria de Santana trouxe para a Igreja. (Adilson Simas).

*Adilson Simas é jornalista.

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