TVE Bahia e Rádio Educadora transmitirão Jogos Paralímpicos Rio 2016

Paratleta baiana Verônica Almeida.

Paratleta baiana Verônica Almeida.

Nesta matéria leia a entrevista exclusiva com a paratleta baiana Verônica Almeida, realizada durante sua visita à TVE Bahia. Pela primeira vez na TV aberta brasileira, a TVE Bahia irá transmitir, em rede com a TV Brasil, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 que serão realizados de 07 a 18 de setembro de 2016, no Rio de Janeiro. A transmissão em TV aberta, e também pela Rádio Educadora 107,5 FM, em rede com a Rádio Nacional, serão anunciadas oficialmente no próximo dia 11.08, às 17h, no Teatro do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia – IRDEB, na Federação, pelo diretor-geral da instituição, o jornalista Flávio Gonçalves.

Durante o evento será realizado o pré-lançamento e exibido o trailer do documentário “Quebra-Mar” sobre a paratleta baiana Verônica Almeida, que está sendo finalizado no Canadá. A direção é da brasileira Cláudia Gama, da Benditas Produções, e o documentário terá sua primeira exibição na TVE Bahia. Verônica Almeida estará presente no dia 11, assim como representantes de diversas secretarias do Governo do Estado, de entidades da sociedade civil dos direitos das pessoas com deficiência, de entidades esportivas e de atletas e paratletas. O evento é uma parceria do IRDEB com a Secretaria de Trabalho, Renda e Esporte (SETRE).

A paratleta da Seleção Brasileira de Natação Verônica Almeida esteve nos estúdios da TVE Bahia para gravar sua participação no programa semanal ‘Multi’. Portadora da síndrome Ehlers-Danlos, rara doença degenerativa, ainda sem cura, que leva as células a parem de produzir colágeno, Verônica é uma mulher guerreira que encontrou no esporte uma chance de superação. Primeira nadadora paratleta a conquistar medalha de bronze nas Paralimpíadas de Pequim, em 2008, Verônica está nos preparativos finais para participar pela terceira vez de uma competição mundial – os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Nesta entrevista, a baiana conta sobre a ansiedade em participar dos jogos que começam em setembro, e dá destaque ao documentário “Quebra Mar”, que narra sua história de vida e o desafio de atravessar a Baía de Todos os Santos a nado borboleta, percorrendo 12 km, feito que possibilitou sua entrada para o livro dos recordes – Guinness Book.

Confira a entrevista

Como surgiu a ideia do documentário “Quebra Mar”?

Foi em uma conversa informal, onde entre amigos se falou que a minha história dava um filme. E daí, realmente, a gente começou a estudar as possibilidades de se fazer um documentário, desde o início até a entrada no Guinness Book.

No filme existe um desafio que é você realizar uma travessia na Baía de Todos os Santos, a conhecida Mar Grande-Salvador, a nado Conta pra gente como foi esse momento.

A travessia já existia e feita por pessoas convencionais. Eu queria fazer a travessia para poder ter a entrada no Guinness, mas nadando borboleta de um braço (esquerdo) porque nunca ninguém conseguiu, nem homem e nem mulher. Na época me disseram que era impossível e eu disse: “Não! Vai dar, vai dar, vai dar”. E durante três anos eu treinei justamente para fazer a travessia. O final do documentário é a travessia. É todo um percurso de tudo que passei, do diagnóstico de vida, até chegar à travessia.

E durante o processo de filmagem quais foram as suas maiores dificuldades?

Acho que a parte de dificuldade foi toda na travessia porque é ao vivo, é real. E a parte mais emocionante foi quando eu fui gravar em Paris (França), quando a gente passa pelos hospitais e também vai passando um filme na cabeça. Isso me tocou mais.

O lançamento de “Quebra Mar”’ vai ser em uma parceria com a TVE. Como fica a expectativa para esse momento?

Eu estou super feliz com a parceria. A TVE é minha parceria desde quando iniciei. Em 2008 quando virei atleta profissional já estava com a TVE, então nada melhor do que essa parceria. Super positiva!

As Paralimpíadas começam em setembro e será a sua terceira competição. Competir em casa (Brasil) aumenta a ansiedade?

Vou para uma Paralimpíadas agora contando com uma experiência bem maior. Já sou medalhista paraolímpica, mas nada melhor do que você contar com o apoio da família, amigos. Tem sido um ciclo maior de trabalho e eu estou apostando muito em uma medalha esse ano.

A TVE vai transmitir pela primeira vez as Paralimpíadas. E vemos que antes das Paralimpíadas, as grandes plataformas de mídia focam em informações e divulgações das Olimpíadas tradicionais. Você acredita que existe uma desvantagem em foco e espaço dessas duas competições na imprensa?

Eu fiquei super feliz com a notícia da transmissão e ninguém pode perder minhas provas nos dias 10, 12 e 13 (risos). Olha, eu acredito muito, na verdade é um fato, que os jogos Paralímpicos têm sido muito visíveis. O marketing e a mídia têm investido nisso, até porque hoje o esporte paraolímpico é que traz mais medalhas para o Brasil. Se você for olhar e comparar a quantidade de medalhas do esporte paralímpico com o olímpico… não se compara. As pessoas estão começando a acreditar, os patrocinadores, investidores e a própria mídia. Acho que não estamos perdendo tanto mais não (risos). As pessoas estão conhecendo e sabendo mais o que é o esporte paralímpico.

Você tem uma frase: “Problemas não são obstáculos, mas oportunidades únicas de superação e vitórias”. O que você pode deixar de mensagem para as pessoas que têm passado por alguma situação complicada e que possa ter o esporte como uma válvula de superação?

Esse é o lema da minha vida! Que os ‘nãos’ se transformem em ‘sim’ e que nada é impossível, principalmente para Deus. E sempre acredite que por mais que esteja sendo difícil um momento, algo de melhor irá vir pela frente. Nada é por acaso! Se encoraje, tenha um objetivo na sua vida, se supere e tenha certeza que lá na frente a recompensa vai estar garantida.

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