Senador Raimundo Lira afirma que trabalho da Comissão do Impeachment será exemplo para o futuro; político acerta em diagnosticar exemplo de golpe

Presidente Raimundo Lira (PMDB-PB).

Presidente Raimundo Lira (PMDB-PB).

Ao abrir a última reunião da Comissão Especial do Impeachment nesta quinta-feira (04/08/2016), o presidente Raimundo Lira (PMDB-PB) afirmou que a forma de trabalho dos senadores será vista no futuro como “exemplo de reverência aos princípios democráticos”. Segundo ele, foram 100 dias de atividades que refletiram o compromisso do colegiado com mais altos valores que devem orientar a classe política e a democracia.

Ele ressaltou ainda que o direito ao contraditório e à ampla defesa foi garantido com a oitiva de 44 testemunhas, 38 delas arroladas pela defesa. Além disso, destacou, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski,  não divergiu de nenhum dos 18 recursos encaminhados a ele.

— Isso mostra nosso compromisso com a legalidade. Conduzimos o trabalho pela crença na superioridade da democracia e de seus valores […] Podemos dizer com orgulho que cumprimos nosso dever de modo a honrar os valores da justiça, da lei e da democracia. Procuramos sempre as virtudes da calma, da paciência e do equilíbrio — avaliou.

Manual para tomada do poder

O senador Raimundo Lira acertou na avaliação. Efetivamente, a Comissão do Impeachment que analisa processo contra a presidente afastada Dilma Rouusseff será um exemplo para os reacionários do planeta. Ela serve como manual de tomada do poder pelos conservadores.

As futuras gerações podem rever e tosco papel que os reacionários fazem ao caçar a soberania popular e colocar no lugar de uma presidente legitimada pela soberania popular, um bastião dos conservadores, cujo maior mérito foi nomear envolvidos em denuncias de corrupção no Caso Lava Jato.

Sintomaticamente, ao analisar a acusação recepcionada pelo acusado de corrupção deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), o Ministério Público Federal (MPF) não encontrou indício que caracterize crime praticado pela presidente Dilma Rousseff. Enquanto os técnicos do Senado Federal, subordinados a lógica de poder dos conservadores, ainda assim, não conseguiram afirmar que Dilma Rousseff cometeu crime.

A acusação tem início com a denuncia de uma advogada que recebeu dinheiro do PSDB; segue com o apoio de um membro do PMDB, cujo mérito é ter 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que o prejulgaram corrupto e lhe tiraram o poder; continua com um relatório preliminar elaborado por um senador que é processado pelo MPF de Minas Gerais, por possíveis práticas criminais na gestão da saúde, enquanto governador do estado; e é conclusa com a direção de um presidente de comissão, cujo maior mérito é ser correligionário de um presidente interino que traiu a confiança da mandatária do povo.

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