Parque de Exposições de Salvador se transforma num espaço do Japão

Festival da Cultura Japonesa Bon Odori 2016.

Festival da Cultura Japonesa Bon Odori 2016.

Festival da Cultura Japonesa Bon Odori 2016.

Festival da Cultura Japonesa Bon Odori 2016.

O Japão ocupa o Parque de Exposições de Salvador, nestes sábado e domingo 27 e 28 de agosto de 2016, apresentando aos baianos o que de melhor se faz no país oriental. O X Festival da Cultura Japonesa reúne desde elementos milenares, como a dança e o bonsai, até a vanguarda dos cosplay e da tecnologia. Além de espaço comercial, as atividades são divididas em dois palcos, o Haru, com programação voltada para as manifestações artísticas, e o Natsu, destinado a workshops e demonstrações de artes marciais.

Quézia Farinelli e a filha Gabriela, 11 anos, foram com amigas visitar a feira. “Hoje a globalização aproxima muito o mundo inteiro, as crianças têm acesso a videogames, a gente acaba conhecendo outros países, outras culturas, e isso é muito importante”. Gabriela disse que fez compras e viu roupas diferentes. “Ali tem uma palestra falando do sumô, conheci os games e a forma de cultivar as plantas”. Yasmin Rodrigues, amiga de Gabriela, também gostou. “A palestra de sumô é diferente, gostei das roupas, gostei de tudo”.

A contabilista Sônia Tanan disse que todo ano visita a feira. “Somente da família tem umas 15 pessoas aqui hoje. Têm o palco, os cosplay, a praça de alimentação, os games. Vieram crianças de 7 anos e, nós, que temos mais de 40 anos. Todo mundo se diverte e é maravilhoso a gente prestigiar”.

O coordenador geral do evento, João Koji, confirma – tem programação para todas as idades. “Sabemos que a Bahia é o terceiro estado brasileiro em número de descendentes de japoneses. Sem a ajuda do Governo do Estado não teríamos um evento deste porte e, sendo no Parque de Exposições, o público vem crescendo a cada ano. O baiano já está apreciando principalmente a culinária. Este ano cresceu em 20% a quantidade de restaurantes e lojas”.

Culinária e massoterapia

Outro destaque do Festival é a oferta gastronômica variada, com cardápio tradicional da culinária japonesa. Vinte restaurantes oferecem opções como sushi, tempurá, udon, lamén, entre outros pratos. Jocélia Fidelis oferece um prato diferente. “Tempurá de sorvete é uma massa que a gente coloca em volta do sorvete para fritar em óleo quente. A massa fica douradinha, quente, e o sorvete dentro continua gelado”.

O massoterapeuta e professor de artes marciais, Daniel Lino, 52 anos, aprecia a cultura oriental e almoçou um prato típico japonês chamado ‘família feliz’, que mistura carne, camarão e legumes. Ele demonstra habilidade com o hashi, os famosos palitos que substituem o garfo. “A comida oriental é muito apetitosa, gosto muito. A cultura oriental vem agregar aos nossos os valores do oriente, que é um povo um pouco mais espiritualizado. Tanto as artes marciais, as técnicas de massagem, tudo isso é uma arte que os ocidentais deviam aprender para se controlar mais”.

Sathi Takaeshida também é massoterapeuta, mas não está visitando a feira, e sim trabalhando. Ela explica que o Shiatsu é uma massagem japonesa que utiliza os pontos da acupuntura pressionando com os dedos. “Shi quer dizer dedos e atsu é pressão. A gente tira nódulos causadores de dor. Nesta feira, as pessoas podem vir conhecer não apenas o Shiatsu, mas toda a cultura japonesa. Nós aguardamos essa data o ano inteiro e trazemos um pouquinho do que o Japão tem para oferecer – cultura, culinária, filosofia e inclusive a massagem”.

Bonsai, roupas e cosplay

Ricardo Leal cultiva e vende bonsais. “É uma arte milenar que nasceu na China e foi difundida para o mundo pelo Japão. É preciso conhecer o cultivo, as espécies, a forma de poda das raízes e dos galhos. Uma planta dessas, para ficar legal, demora de três a cinco anos. É um hobby, uma arte e uma terapia também”.

A baiana Jessica Torres, 25, comprou um kimono na parte comercial da feira. “Eu sempre gostei da cultura japonesa, é algo que tenho paixão, um dia quero viajar ao Japão. Este festival é lindo, a gente pode conhecer um pouco mais. Esse kimono é para ser utilizado em ocasiões especiais, para ir com o marido em um restaurante japonês”.

A comerciante paulista Márcia Vaz tem um estande de roupas orientais e todos os anos vem a Salvador. “Quem procura essas roupas são pessoas apaixonadas pelo Japão. Elas querem sentir, vestir, ficam felizes por trazermos estes produtos. É uma oportunidade também para nós, empresários desta área, que podemos aproveitar esse amor pela cultura japonesa, com produtos não facilmente encontrados nas lojas comuns”.

Mas se a roupa típica do Japão parece diferente, nada se compara aos personagens de games e animes que ganham vida e transformam o Parque de Exposições em uma tela de pixels. A cosplay Mary Helen Mendes, 17, transformou-se na personagem ‘Caitlyn’, do game League of Legends. Ela tem na ponta da língua a história do seu hobby. “A cultura do cosplay nasceu no Japão quando foi lançado o jogo Mário Bross. Houve um evento de revista e as pessoas foram vestidas como os personagens. É legal porque a gente pode viver nosso personagem por um dia”.Fotos: Rita Tavares

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