O destino do Brasil deve ser decidido pelo povo

Emir Simão Sader é um sociólogo e cientista político brasileiro. De origem libanesa, é graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre em filosofia política e doutor em ciência política por essa mesma instituição.

Emir Simão Sader é um sociólogo e cientista político brasileiro. De origem libanesa, é graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre em filosofia política e doutor em ciência política por essa mesma instituição.

O destino do Brasil deve ser decidido pelo povo e não por uma turba de políticos golpistas, apoiados pelas Organizações Globo de Comunicação, dos irmãos Marinho, usurpadores do poder legítimo, concedido à verdadeira Presidente da República Dilma Rousseff, através de mais de 54 milhões de votos.

Conforme prevê o sociólogo e colunista do site brasil 247, Emir Sader: “O Senado vai deixar que um governo que destrói o Brasil siga governando? Em 2018, o país estará reduzido a cinzas, socialmente desintegrado e explosivo, politicamente com a rejeição de toda a população ao governo, ao Congresso, aos políticos e ao Judiciário. Economicamente na mais profunda crise recessiva da sua história. Internacionalmente isolado e desprestigiado. A voz das ruas é inequívoca: Fora Temer! Os escrachos dos que mantêm posição a favor do golpe é uma condenação permanente aos que não ouvirem a voz das ruas”.

As seções que definirão o futuro de Dilma Rousseff e de 200 milhões de habitantes, deverão ser agendadas a partir do dia 25 de agosto.

Lamentavelmente, o interino golpista Michel Temer, a um bom tempo, vem ameaçando senadores que votassem contra o golpe, com cortes de benesses após a votação final. Infelizmente vivemos em um país onde a democracia sempre foi respeitada só nas páginas dos livros e jornais. Na prática, e agora está comprovado, ela sequer existe. O que existe é a velha técnica da “barganha”, do “toma lá, da cá.”

54 milhões de votos não representam nada. As propinas e os desvios de verbas de Cunha, Aécio, do próprio usurpador miSHELL Temer, entre tantos outros meliantes de igual valor, não são motivos para que se tomem uma posição mais drástica contra estes corruptos de carteirinha. ‘Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.”

Tivemos um golpe à mão armada. Agora temos outro golpe pior, porque a inércia, a covardia do povo brasileiro, o está permitindo. As vozes das ruas se calaram? Onde estão os caras pintadas do passado? As leis deste país só vigora para pretos, putas e pobres?

Os donos do poder fazem o que bem querem e o povo brasileiro, que está perdendo direitos trabalhistas entre tantos outros historicamente conquistados, continuam “sentados no trono de um apartamento (ou barraco) com a boca escancarada, cheia de dentes esperando a morte chegar”, como já dizia o grande Raul Seixas.

O pré-sal, uma das maiores descobertas do mundo neste segmento, foi encontrado através de geólogos e engenheiros da Petrobrás, que conseguiram este feito por meio de ferramentas de exploração em águas profundas mais modernas, fruto da indústria brasileira. Nestas pesquisas foram encontrados sedimentos lacustrinos abaixo da camada de sal, ou seja: uma fonte geradora de petróleo com sedimentos finos e riquíssimos em material orgânico. Toda esta riqueza está sendo entregue, a preço de banana, às multinacionais, aliás, coisa que FHC – outro comparsa do golpe – conhece como ninguém.

Infelizmente grande parte da sociedade brasileira é formada por analfabetos funcionais e pessoas sem a menor visão política. Melhor dizendo: analfabetos políticos sem visão de futuro. Todos bitolados, lutando ou protestando sem ao menos saber por que ou contra o quê. Simples bonecos teleguiados, manobrados também por sua falta de conhecimento. Para estes, amanhã pode acontecer tudo ou não acontecer nada, que está do mesmo tamanho.

Para culminar o “top” dos absurdos estamos presenciando uma Olimpíada, ou ditadura olímpica, onde a democracia também não está sendo respeitada através da proibição do direito do povo gritar FORA TEMER. E pensar que 1964 não voltaria mais. Ledo engano.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br