Salvador: Espaço Cultural da Barroquinha recebe espetáculo Mamba Negra

Mamba Negra.

Mamba Negra.

O Teatro Base – Grupo de Pesquisa sobre o Método da Atriz apresenta Mamba Negra, terceiro solo autoral da Mostra Abundância, nos dias 25 a 28 de agosto de 2016, às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha. Ainda compõe a programação a mesa temática Um Corpo Negra Estranho, discutindo os estranhamentos em torno do corpo nos aspectos raciais, sexuais e de gênero, reunindo os artistas Malayka SN, Alex Igbo, Thiago Romero, Irlamica Tripoli e Mafa Santos, no sábado, dia 27, a partir das 16h.

Criado e performado por Diego Alcântara, Mamba Negra bebe na estética afropunk e atmosfera dos quadrinhos para criar uma personagem anti-heroína, do mundo underground . “Mamba Negra aponta caminhos e soluções agressivas na busca de ser diferente, construir um deslocamento diante das velhas logicas binárias homem x mulher, branco x preto, bem x mal, centro x periferia. É uma espécie de mensageira do apocalipse, que apesar de anunciar um outro tempo também reverencia a ancestralidade” explica o artista, que considera a personagem uma espécie de alter ego, com a qual começou a experimentar viver desde desde o experimento no evento Dominicaos intitulado de Terreno Baldio – Fim dos temposem em novembro de 2015 e durante  a Ocupação do MINC-BA no mês de maio.

O visual transita entre o masculino e o feminino sem demarcar lugares fixos, nem se tornar uma drag queen. Com longos dreadlocks coloridos, Diego Alcantara estará acompanhado do duo ciberpunk, liderada pela diretoria musical do espetáculo Jasda Castro e Filipe Mimoso.

A mostra ABUNDÂNCIA é resultado do projeto de manutenção iniciado no ano de 2015 com o apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia através da Fundação Cultural do Estado da Bahia. A temática do feminismo é verticalizada nesse conjunto de obras, avançando na pesquisa iniciada no espetáculo “A Bunda de Simone” (2014).

Sobre o Teatro Base

O Teatro Base – Grupo de Pesquisas Sobre o Método da Atriz é um coletivo de pesquisas nas artes cênico-performativas, formado por egressos da Escola de Teatro da UFBA, atuante na cidade de Salvador-Ba há 6 anos. Suas pesquisas têm como eixo investigativo os princípios e procedimentos que fundamentam a ação do performer, a partir dos seguimentos em teatro, dança e música.

Em 2016, o grupo completou seis anos de investigação continuada em caráter de teatro de grupo, tendo em seu currículo: experimentos cênicos; três obras artísticas (Arbítrio – indicada a melhor espetáculo no Prêmio Braskem de Teatro 2011, dando ao grupo na mesma cerimônia o prêmio na categoria REVELAÇÃO, Oroboro e a mais recente A Bunda de Simone, Prêmio Braskem de Teatro 2014 – na categoria especial); workshops; demonstrações de trabalho; a idealização e produção do evento/movimento EMPUXO – Zona de Encontro de Artes Cênicas (Junto a outros grupos e artistas emergentes da cidade de Salvador); e a idealização e realização da mini residência artística DELIRIUM AMBULATORIUM (Ano I, II e III).

Sobre Diego Alcântara

Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia no Curso de Interpretação Teatral – Onde participou de espetáculos como A RAMPA de Kleia Cardoso e outras mostras Universitárias… Como ator e produtor, desenvolve pesquisas na área de Artes Cênicas na UFBA. No grupo Via magia de teatro participou de importantes festivais nacionais e internacionais de teatro desde 2005. Participou do VI, VII, VIII, IX e X Mercado Cultural na função de ator. No ponto de cultura do Solar Boa Vista, integrou o elenco e participou do Espetáculo PAVIO CURTO dirigido por Fernanda Julia. Membro do Grupo Base – Grupo de Pesquisa sobre o Método da Atriz desde 2012.

Sinopse

O covil (cova habitada por animais ferozes, toca, lugar sujo e miserável) da imperatriz mavambo (gíria – bandido, perigoso, fora da lei – ou nome dado a divindade de religião de matriz afro brasileira; senhor do barro vermelho). O banzo (infortúnio melancólico da diáspora da negritude) do corpo negra estranho anti-heroína. A coreografia da serpente. Poderia ser uma festa de aniversário, um shirê, um ato performático no tempo de cozinhar um feijão, uma balada, show… Nessa festa se comemora o renascimento, se reverência o sagrado e o profano, um tribunal de pautas, uma ocupação, invasão, um grito, um final de semana num rolezinho com xs amigxs, uma terça com a mãe, um conselho pro pai, um terreiro, um terreno baldio, um templo, um teatro… o que mais poderia ser? /ENTRE/

Agenda

Dias: 25 a 28 de agosto, (quinta a domingo), às 19h.

Local: Espaço Cultural da Barroquinha | Salvador

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