Feira de Santana: Aplb promove manifestação pelos direitos das mulheres

Manifestação da APLB em Feira de Santana.

Manifestação da APLB em Feira de Santana.

Um grupo organizado de mulheres realizou um movimento na manhã desta quarta, (03/08/2016), em frente à sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA) na av. Getúlio Vargas, em Feira de Santana. O ato contou com a presença de diversos coletivos e associações – incluindo diretoras da APLB Sindicato Feira que juntos reivindicaram pelos direitos das mulheres.

Com cartazes e faixa de protesto, as mulheres exigiam garantias como o cumprimento da Lei Maria da Penha em Feira de Santana, a abertura da Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (Deam) à noite e aos finais de semana e o acompanhamento e providências do MP em cinco casos apontados (três destes, de assassinato) num documento oficial protocolado pelo Coletivo de Mulheres de Feira de Santana no MP no final da manhã de hoje.

A Promotora Sara Sampaio foi nomeada para assumir a Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Feira de Santana e receberá uma comissão de mulheres na próxima terça, 9, às 14h para discutir as questões apontadas no documento protocolado.

Durante discurso, a dirigente sindical da APLB em Feira de Santana, Professora Marlede Oliveira, destacou a necessidade da união de todos em defesa das mulheres e avaliou a influência da atual conjuntura política na retirada direitos para as mulheres.

“É necessário que nos organizemos para que a violência no Brasil acabe. Todos nós – homens e mulheres – precisamos defender as mulheres e estarmos lado a lado para construirmos uma nação igual para todos. O Brasil foi construído por uma elite burguesa que continua no poder e, nesse momento, precisamos também dizer Fora Temer porque ele [Temer] vai também tirar direitos da classe trabalhadora, vai oprimir as mulheres, os gays e as minorias”, pontuou a sindicalista.

Ainda avaliando a conjuntura política, a dirigente sindical considerou o processo de afastamento da presidenta eleita, Dilma Rousseff como um ato machista.

“A Presidenta Dilma [Rousseff] foi eleita com 54 milhões de votos e homens golpistas se juntaram para tirar do poder uma mulher que tem uma história de vida dedicada ao povo brasileiro. A saída de Dilma Rousseff da presidência foi sim um ato machista porque muitos homens não entendem que uma mulher tem capacidade para governar o Brasil”, completou Marlede Oliveira.

O ato teve participação de integrantes da APLB Feira, dos Coletivos de Mulheres, de Empoderamento de Mulheres, dos Movimentos de Organização Comunitária, População de Rua, de Mulheres Olga Benário, Movimento de Organização de Mulheres em Defesa da Cidadania (Mondec) e da Associação Ciranda das Mulheres.

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