Coletivos se preparam para a II Semana Fora do Armário e 15ª Parada Gay de Salvador

Festa do Coletivo Batekoo.

Festa do Coletivo Batekoo.

Roupas coloridas, penteados afro e batons marcantes são alguns dos elementos estéticos que refletem a atitude política e afirmativa de três coletivos da capital baiana. Batekoo, Afrobapho e Festa Tombo fazem parte de um fenômeno mundial de empoderamento negro LGBT, batizado no Brasil de geração tombamento, e vão ocupar o trio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) na 15ª Parada do Orgulho LGBT, dia 11 próximo, além de integrarem a programação da II Semana Fora do Armário, que começa dia 1º de setembro. Na tarde desse domingo (28/08/2016), eles estiverem na festa do Batekoo, na boate Zero, no Rio Vermelho, onde gravaram vídeos de mobilização para os eventos.

“Buscamos discutir e dar visibilidade a questões de intercessão entre raça, gênero e sexualidade”, explicou Alan Costa, 26, idealizador do Coletivo Afrobapho, que realiza intervenções audiovisuais e ensaios fotográficos voltados ao empoderamento estético de negras e negros LGBT, trabalho que está viralizando nas redes sociais. “A comunidade negra LGBT está sendo abraçada pela Parada desse ano. Salvador é a cidade mais negra do Brasil e faltava o chamamento para essa população ocupar esse espaço. Será uma oportunidade de agregar mais essa referência à Parada. E discutir sobre a construção do movimento LGBT até a geração tombamento, na Semana Fora do Armário”, disse.

Maurício Sacramento, 21, é um dos responsáveis por movimentar essa geração jovem e articulada em torno de uma forma de empoderamento que une estética, política e festa. Segundo ele, tudo começou em 2014 com a festa de despedida de um amigo. “O movimento Afropunk, movimento estético e de rua, estava em evidência nos Estados Unidos, e me inspirei nisso”, explicou.

“É uma forma de cultura periférica, negra e LGBT. Começamos a construir a identidade visual e organizar festas para pessoas que eram excluídas dos espaços de festas da cidade. E foi acontecendo naturalmente. Elas se reconhecem aqui, na estética, na música. E  encontram a liberdade de ser quem são”. Sacramento, que é criador e produtor do Batekoo, explica que as festas acontecem mensalmente e já chegaram a São Paulo e Rio de Janeiro, também de forma regular.

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