Até breve, meu amigo | Por Baltazar Miranda Saraiva

Artur Costa Moura, General de Exército.

Artur Costa Moura, General de Exército.

A mais alta e distinta designação geral de um oficial superior do Exército brasileiro é a de general, palavra que significa, em sua origem, chefe, mais que, com o tempo, passou a denominar o comandante geral de um exército. Essa patente surgiu nos exércitos da Europa no século XVI, com o nome de “capitão-general”, posteriormente contraída, na maioria dos exércitos, simplesmente para “general”.

No caso brasileiro representa o mais alto posto do seu exército, uma das três forças armadas que o país possui, responsável, no plano externo, pela defesa da nação em operações eminentemente terrestre, e, no plano interno, pela garantia da lei, da ordem e dos poderes constitucionais.

A história do nosso Exército começa, oficialmente, com a independência do Brasil. Seu maior vulto (amado, venerado e lembrado por todos os militares da corporação) é Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, a quem coube a honra de receber, das mãos do Imperador Pedro I, na Capela Imperial, a bandeira do Império recém-criado.

Depois de muitas lutas e inúmeras glórias, nosso exército chega aos dias de hoje como a mais respeitável instituição do país, conforme pesquisas recentemente publicadas. Dirigido pelo Alto Comando do Exército (ACE), esse colegiado é formado pelo Comandante do Exército e pelos generais-de-exército (generais de quatro estrelas) que se encontram na ativa.

Um desses generais é o nosso querido ARTUR COSTA MOURA, jequieense de quatro costado, integrante da família Moura, cuja origem toponímica é o condado de Jequié, ponto geográfico onde nosso general nasceu. De lá ele veio para Salvador, cursar o Colégio Militar, de onde saiu para se incorporar, depois de alguns percursos por outras atividades, às fileiras do nosso exército, em 17 de fevereiro de 1975.

Sua universidade primeira foi a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), localizada no Rio de Janeiro, cuja principal missão é formar a elite do Exército Brasileiro, símbolo de nossa nacionalidade. É nessa academia que se forjam o que de melhor tem o país na área militar, a exemplo do general Artur Costa Moura.

Em 14 de dezembro de 1978, esse jequieense, impregnado de bravura e patriotismo, foi declarado aspirante da Arma de Infantaria, vindo a servir em Salvador, no histórico 19º Batalhão de Caçadores, tradicional unidade de Infantaria do Exército Brasileiro.

Durante sua carreira militar realizou diversos cursos de aprimoramento e aperfeiçoamento, tanto na área militar como na civil, sendo que, nesta, fez cursos de pós-graduação em Assessoria Parlamentar (Processo Legislativo e Relações Executivo-Legislativo) e de Ciência Política pela Universidade de Brasília.

Dessa extraordinária figura humana pode-se dizer que foi quase tudo na estrutura militar. Fez o curso de Comando e Estado-Maior (equivalente ao doutoramento) e atingiu a maior patente dessa força armada que é a de general-de-exército, simbolizado pelas suas quatro estrelas.

Esse extraordinário militar, mesmo na simplicidade de seus gestos, tem fascínio pela autoridade, disciplina e uma necessidade imensa de cumprir as missões que a pátria lhe confia. Aprumado e comedido, demonstra contenção e determinação, sem jamais esquecer o sentimento da camaradagem.

Conheci esse nobre general na centenária Irmandade do Senhor do Bomfim, da qual somos devotos. Honrou-me com a sua presença por ocasião de minha nomeação como desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. De lá para cá acompanho sua vida com admiração e respeito. O general Artur Costa Moura atingirá, no dia 17 de agosto do corrente ano, o ápice de suas realizações. E isso começa agora, com suas quatro estrelas, ganhas pelos seus conhecimentos, caráter, nobreza e realizações.

O general Artur Costa Moura, oficialmente, deixou a Bahia hoje, ao passar o comando da 6ª Região Militar, ao General de Divisão Joarez Alves Pereira Júnior. A partir desta data nosso General vai comandar CMNE-Comando Militar do Nordeste, sediado em Recife. Deixa imensas lembranças e muitas saudades, mas nós, que estaremos presentes por ocasião de sua assunção nesse importante comando, aproveitamos a ocasião para dizer-lhe, com o prazer que uma grande amizade distingue, até breve, meu amigo General.

*Baltazar Miranda Saraiva é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA).

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