Pesquisas fortalecem a Educação do Campo na Bahia

Pesquisadora Givandete Evangelista palestra durante coloquio sobre educação no campo.

Pesquisadora Givandete Evangelista palestra durante coloquio sobre educação no campo.

A Bahia é o Estado com a maior população rural do país, segundo o IBGE, com cerca de 3,7 milhões de habitantes e as ações de Educação no Campo, na rede estadual de ensino, são pensadas para atender, de maneira específica, mais de 75 mil estudantes. Estas ações têm despertado o interesse dos pesquisadores que atuam na Secretaria da Educação do Estado da Bahia, norteando suas dissertações e teses. Para socializar essas pesquisas, de forma a integrá-las ao currículo escolar, a Secretaria da Educação realiza, nesta quinta-feira (30/06/2016), no auditório da Secretaria, uma roda de conversa sobre o tema.

A mesa do encontro, intitulado II Colóquio Interativo: além de tudo, pesquisador (a), tem como objetivo apresentar e valorizar as pesquisas realizadas sobre a Educação do Campo para sistematizar ideias e debater com as escolas. “Nós temos um corpo técnico na Secretaria que tem muitas pesquisas interessantes e que podem compor o currículo das unidades escolares, por isso a necessidade de partilhar. A primeira mesa foi sobre a questão indígena e agora estamos discutindo sobre o campo e a população campesina. São debates fundamentais para que a gente pense as escolas”, diz a assessora Pedagógica da Secretaria da Educação, Valuza Saraiva.

Foram levados para a roda de conversa as pesquisas: ‘A gestão da política da Educação do Campo na Bahia’, da pesquisadora Givandete Evangelista: ‘O uso dos resultados do Avalie no Ensino Médio regular: planejamento da gestão na Direc 24 – Caetité –Ba’, de Lindinalva Gonçalves e ‘A gestão das multisseriadas na Educação no município de Inhambupe –Ba’, de Suzana Martins.

A roda de conversa foi mediada pela professora doutora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Edite Farias. “A discussão da Educação do Campo é hoje mais do que necessária, pois essa visibilidade coloca também em xeque aquilo que vem historicamente acompanhando essas discussões do campo, que é a estigmatização dos sujeitos. Então, quando a gente dá visibilidade a Educação do Campo, a gente está dando vez e possibilidades aos verdadeiros protagonistas que vivem no campo”, destaca Edite.

Para o escritor e pesquisador, Enoque José de Oliveira, que foi assistir ao Colóquio, essas discussões são importantes para seu trabalho. “Dedico minha vida ao campo. Nos meus dois livros, discuto essa realidade”, informa, acrescentando que seu livro, ‘Sarandita: contos e histórias sobre a beleza e cultura na guerra de Canudos’, retrata as questões do campo, da luta e da história de Canudos, destacando a beleza da natureza local.

Ações

No Estado da Bahia, a Educação do Campo está presente nos 417 municípios baianos, com 718 escolas. Entre as ações desenvolvidas está a implementação do Programa Nacional de Educação no Campo, por meio da Escola da Terra, em 17 municípios baianos. Este programa tem como eixo central a formação continuada e o acompanhamento pedagógico aos professores das escolas do campo e quilombolas.

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