Operação Abismo: PF deflagra nova fase da Lava Jato e ex-tesoureiro do PT volta a ser alvo

Deflagrada 31ª Fase do Caso Lava Jato, Operação Abismo objetiva apurar fraude a processo licitatório e pagamentos de valores indevidos a servidores da PETROBRAS. Também é investigado repasse de recursos a partido político, em virtude do sucesso obtido por empresas privadas em contratações específicas.

Deflagrada 31ª Fase do Caso Lava Jato, Operação Abismo objetiva apurar fraude a processo licitatório e pagamentos de valores indevidos a servidores da PETROBRAS. Também é investigado repasse de recursos a partido político, em virtude do sucesso obtido por empresas privadas em contratações específicas.

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (04/06/2016) a 31ª fase da Lava Jato – denominada Operação Abismo – para investigar desvios em licitações para a reforma do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello, da Petrobras), no Rio de Janeiro, onde são feitos estudos sobre a exploração em águas profundas.

Um dos alvos da operação é o ex-tesoureiro do PT, Paulo Adalberto Alves Ferreira, que já se encontra preso desde o dia 23 na superintendência do órgão em São Paulo, em decorrência da operação Custo Brasil, também da PF. Imagens de TV mostraram carros da polícia em frente ao edifício no qual ele possui um imóvel em Brasília.

A operação é feita em parceria com a Receita Federal, que mobilizou 20 de seus servidores para auxiliarem o trabalho dos 110 policiais que atuam nesta manhã no cumprimento de 35 ordens judiciais, sendo uma prisão preventiva, quatro prisões temporárias, sete conduções coercitivas e 23 mandados de busca e apreensão. A diligências são realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

São investigados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitação, no que configurou, segundo a PF, um esquema que impôs prejuízos sistemáticos à Petrobras, através inclusive da realização de pagamentos indevidos a funcionários da companhia e repasses de dinheiro a partido político em decorrência de negócios fechados com outras empresas.

Criado há 40 anos, o Cenpes foi recentemente ampliado e modernizado para atender às demandas de exploração do pré-sal. A reforma do local já havia aparecido em delações premiadas anteriores como fonte de desvios de recursos públicos para partidos.

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Redação
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