Juazeiro: tango argentino e homenagem a Dominguinhos emocionam público do IV Festival Internacional da Sanfona

IV Festival Internacional da Sanfona.

IV Festival Internacional da Sanfona.

Emoção e interatividade não faltaram na terceira noite do IV Festival Internacional da Sanfona. Com Oswaldinho abrindo o espetáculo ao som de ‘Asa Branca’, numa pegada de blues, Mestrinho num estilo irreverente homenageando o grande Dominguinhos e a dupla argentina de tango Vanina Tagini e Gabriel Merlino conquistando simpatia com a brasileiríssima canção ‘Chega de Saudade’, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, o público ficou dividido nesta sexta-feira (15/07/2016) entre ovacionar os artistas e cantar à capela no auditório lotado do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA).

Oswaldinho caiu no gosto do público quando, entre uma música e outra, narrou momentos de sua vida. Solicitado pela plateia, o instrumentista tocou uma das canções de seu pai, Pedro Sertanejo, pioneiro do forró em São Paulo, e uma que fez para a filha, com o título engraçado ‘Corre para não apanhar’. Pouco depois, os fãs de Mestrinho aplaudiram também o gingado do cantor e sanfoneiro.  O destaque foi o repertório do artista, que emocionou a todos com a música ‘Em minha alma’, dedicada ao também saudoso cantor acordeonista, Dominguinhos.

A dupla Vanina Tagini e Gabriel Merlino veio logo em seguida. Fez um passeio pelos estilos musicais da Argentina tocando clássicos como ‘Alfonsina y el mar’ e ‘Yo Soy Maria’, este último de Astor Piazzolla. A voz firme e afinada de Vanina, acompanhada pelo esposo bandoneonista, fez a noite ser mais romântica para os casais que assistiram a apresentação. Os dois saíram do palco sob os aplausos do público, que não economizou nos elogios. “Estou impressionada com a forma que eles e todos os artistas aqui se apresentaram. As canções, bem escolhidas, passaram uma mensagem, tinham uma qualidade, vinda dos sanfoneiros e cantores, que se vê muito pouco por aí”, afirmou Sinara Oliveira Costa, 32, que veio de Salvador, capital baiana, para o evento.

Os shows dos artistas foram à noite, mas o festival da sanfona começou bem antes. Logo pela manhã, o professor instrumentista, Edglei Miguel, ministrou a última aula da oficina de acordeom, que fez com os visitantes inscritos. As exposições de sanfona e de fotografia também levaram as pessoas a passearem pelos corredores do João Gilberto. À tarde, Chico Chagas e Nelson Faria, dois dos mais respeitados acordeonistas do Brasil, concluíram o workshop de improvisação musical, em que falaram sobre escalas, acordes, centros tonais maiores e menores e o desenvolvimento do fraseado. Às 17h, a programação seguiu com a ‘Jam Sanfona Session’, espaço que durante três dias deu oportunidade para acordeonistas da região e de outros estados se apresentaram na casa de João Gilberto em Juazeiro.

O show de encerramento

“Nada  é para sempre”, é uma frase que se aplica bem ao IV Festival Internacional da Sanfona. O evento encerra a edição 2016 neste sábado (16), mas em grande estilo. A Orla Nova da cidade baiana receberá no show de encerramento cantores e instrumentistas consagrados no cenário artístico nacional e internacional. Fagner e Targino Gondim, ao lado de Chico Chagas, Daniel Itabaiana, Flávio Baião, Wanderley do Nordeste, Silas França, Murl Sanders, Vanina Tagini e Gabriel Merlino, farão a partir das 19h apresentações especiais na Orla Nova da cidade, às margens do Rio São Francisco.

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