Hospitais filantrópicos da Bahia aderem a campanha contra o subfinanciamento do SUS

Cartaz da campanha 'SOS Saúde da Bahia'. Hospitais filantrópico somam cerca de 200 mil procedimentos mensais, que correm o risco de ser restringidos.

Cartaz da campanha ‘SOS Saúde da Bahia’. Hospitais filantrópico somam cerca de 200 mil procedimentos mensais, que correm o risco de ser restringidos.

Alguns dos maiores hospitais filantrópicos baianos se uniram em uma campanha para alertar a população e os governantes sobre a grave situação de endividamento que se encontram devido ao subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS).  A campanha “SOS Saúde da Bahia” recebeu a adesão, nesta sexta-feira (08/07/2016), das Santas Casas de Misericórdia de Itabuna, Poções e Vitória da Conquista, que se juntaram ao Hospital da Criança Martagão Gesteira e às Santas Casas de Misericórdia de Nazaré, Valença e Cruz das Almas. Eles representam uma amostra significativa dos 64 hospitais filantrópicos do estado, que também vivenciam a crise.

As entidades pedem ajuda para que os valores repassados pelo SUS cubram o custo dos procedimentos realizados para que não venham a suspender serviços essenciais à população. A coordenação da campanha cita, por exemplo, a Santa Casa de Cruz das Almas realizava uma média de 12 mil procedimentos mensais antes de fechar em 2014. Para reabrir, embora reformada e tendo firmado contrato com a prefeitura local, precisa de acordo com o Estado, que até o momento não assinou documento para repasse de cerca de R$ 300 mil/mês. A população de Poções corre o risco de ver essa realidade acontecer também: atualmente realiza esse mesmo número de procedimentos.

A população de Nazaré, Valença e Vitória da Conquista, pode ver reduzidos 12 mil, 20 mil e 34 mil procedimentos mensais, respectivamente. Em Itabuna, o impacto pode ser ainda maior: 66 mil procedimentos por mês deixariam de ser realizados.

Segundo a coordenação da campanha, crianças e adolescentes com câncer de toda a Bahia perderiam a chance de serem atendidos, caso o Hospital Martagão Gesteira seja obrigado a fechar as portas e extinguir os mais de 22 mil procedimentos mensais.

A situação se agrava diariamente devido à defasagem existente entre os custos dos procedimentos e o valor repassado pelo SUS. As contas entre receita e despesa não fecham e o resultado é endividamento, demissões e atrasos de pagamento, avalia a coordenação da campanha.

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