Governo da Bahia reforça ‘Julho das Pretas 2016’

Governo do Estado reforça Julho das Pretas 2016.

O 25 de Julho – O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi criado em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana.

O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é celebrado todos os anos no dia 25 de julho. Ao longo de todo o mês um conjunto de mobilizações e debates acontece, unindo esforços para garantia de direitos e construção de políticas públicas para o segmento.

As secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Políticas para as Mulheres (SPM-BA), somando-se às ações protagonistas das organizações da sociedade civil da Bahia, promovem e apoiam uma série de atividades, que inclui seminários, caminhadas, encontros de formação, oficinas, rodas de diálogo, campanhas, dentre outras.

Neste “Julho das Pretas”, a programação organizada pelo Governo do Estado destaca a trajetória de Maria Felipa na Independência da Bahia, reforçando a bandeira pelo fim do racismo, do sexismo e em busca de um país mais democrático e fraterno. Felipa era marisqueira e capoeirista e liderou grandes manifestos na Ilha de Itaparica, em defesa do território baiano.

O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

O 25 de Julho – O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi criado em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.

O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

Presidenta Dilma instituiu o Dia Nacional

No Brasil, através da lei federal 12.987/2014, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, foi instituído o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela era quilombola que viveu durante o século 18, na região onde hoje é o estado do Mato Grosso. Com a morte do companheiro, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho, governador da capitania de Mato Grosso, à época. Na ocasião, a população de 79 negros e 30 índios foi morta ou aprisionada.

Maria Felipa

A “Heroína Negra da Independência”. É assim que Maria Felipa de Oliveira é conhecida pela população da Ilha de Itaparica. Sua história ficou preservada na memória da população. Segundo os relatos, Maria Felipa viveu na Ponta das Baleias, no Convento. Uma grande lutadora, entretanto, que ficou esquecida por quase dois séculos, tanto nos festejos oficiais como na historiografia.

Liderou grupos de mulheres e homens de diferentes classes e etnias, fortificou as praias com a construção de trincheiras, organizou o envio de mantimentos para o Recôncavo e as chamadas “vedetas”, que eram vigias nas praias, feitas dia e noite, a fim de prevenir o desembarque de tropas inimigas, além de participar ativamente de vários conflitos, contribuindo com o processo de Independência da Bahia, celebrado todos os anos, oficialmente no dia 2 de julho.

Diferente das outras heroínas do panteão do 2 de Julho, Maria Felipa transgrediu os padrões impostos pela sociedade por ser mulher e liderar um grupo armado e, sendo negra e pobre, reivindicar direitos mesmo após o fim da guerra. Maria Felipa era marisqueira e capoeirista, admirada pelo povo de Itaparica. Faleceu no dia 4 de janeiro de 1873.

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