Financiamento coletivo ganha força no Brasil e ajuda a tirar ideias do papel

Financiamento coletivo ganha força no Brasil e ajuda a tirar ideias do papel.

Financiamento coletivo ganha força no Brasil e ajuda a tirar ideias do papel.

O financiamento coletivo (inglês: crowdfunding) ou a conhecida ‘vaquinha on line’ dos brasileiros está viralizando cada vez mais no país, mudando os paradigmas e trazendo novas concepções de fomento para a realização de projetos. Segundo especialistas que estudam o fenômeno, esse mercado já movimentou em 2015 US$ 34,4 bilhões. O financiamento coletivo se baseia em sensibilizar pessoas para que contribuam com doações financeiras para ideias ou projetos. Na medida em que contribuem, os doadores de financiamentos coletivos recebem ‘prêmios’ ou ‘recompensas’ que podem ser produtos do projeto e outros itens, desde objetos, até uma visita do doador ao processo produção, dentre outras possibilidades.

“Não podemos deixar de reconhecer esse fenômeno que pode auxiliar milhares de produtores e agentes culturais das áreas de arquitetura, urbanismo, restauração, museus, patrimônio material e imaterial”, ressalta o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), João Carlos de Oliveira. Órgão da secretaria estadual de Cultura (SecultBA), o IPAC realiza no próximo dia 21 (julho/2016), palestra e workshop gratuitos sobre financiamento coletivo. A palestrante convidada pelo IPAC é Candice Pascoal, diretora da ‘Kickante’, uma das mais conhecidas plataformas de financiamento coletivo do Brasil. Fundada no final de 2013, a empresa teve mais de 18 mil campanhas, que arrecadaram R$ 18,7 milhões em 2015.

US$ 90 BILHÕES EM 2025

Segundo a Kickante, o mercado de financiamento coletivo chegou a arrecadar mais de US$ 6 bilhões no mundo, em 2013, com potencial para chegar a US$ 90 bilhões, em 2025. A previsão é que o Brasil responda por cerca de 10% desse montante. “Isso, corresponderia a US$ 9 bilhões; por isso, os profissionais das áreas culturais do patrimônio e museologia também devem estar atentos a esses números”, diz João Carlos. Pela concepção colaborativa o financiamento coletivo vem sendo cada vez mais importante para que novos empreendedores realizem suas ideias, atraiam novos públicos e conquistem investidores.

O financiamento coletivo também evita altas taxas de crédito, como de bancos, por exemplo. Os projetos que se lançam nessa campanha têm meta mínima a ser alcançada e um prazo. Caso não se alcance a meta, as plataformas garantem a devolução do dinheiro coletado. Dentre as plataformas brasileiras estão kickstarter, indiegogo, vakinha, catarse, benfeitoria, impulso e o kickante. A kickante cobra taxa de 12% sobre o valor arrecadado quando a meta é atingida ou superada, e 17,5% para campanhas flexíveis ou quando a meta não é atingida.

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Redação
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