FAO aposta em lenhadores, arquitetos e carpinteiros contra mudança climática

Carpinteiros em Kinshasa, na República Democrática do Congo.

Carpinteiros em Kinshasa, na República Democrática do Congo.

Relatório analisa como produtos de madeira ajudam no papel da floresta para estocar carbono; ideia é criar espécie de círculo virtuoso e utilizar estas profissões para mudar os parâmetros de planejamento.

Um novo estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, sugere que três profissões podem ajudar a combater, de forma eficiente, a mudança climática.

A proposta é que lenhadores, arquitetos e carpinteiros possam se adaptar a novas formas de planejamento que ajudem a combater o aquecimento global.

Transição

O diretor-geral assistente da agência, René Castro Salazar, afirma que as florestas estão no centro do processo de transição das economias de baixo carbono.

As matas têm ainda um papel vital no combate ao aquecimento global. Mas este contributo pode ser aumentado até mesmo depois de uma árvore ser derrubada.

A publicação da FAO “Floresta para um futuro de baixo carbono: integrando as florestas e os produtos da madeira em estratégias de mudança climática” mostra como se pode gerar um círculo virtuoso.

O processo inclui toda a vida útil de produtos como móveis de casa até a lenha queimada como combustível. A proposta é aumentar e até multiplicar a habilidade das florestas de remover e de estocar o carbono da atmosfera.

Folhas e galhos

O especialista da FAO explicou que as florestas fazem um trabalho enorme em reter o dióxido de carbono nas folhas, nos galhos e solo, enquanto o desmatamento e a degradação da floresta respondem por até 12% das emissões de gases que causam o efeito estufa.

Graças a avanços tecnológicos e métodos mais limpos de processamento industrial da madeira, pode-se alcançar uma matriz de baixo carbono, o que é uma vantagem se comparado ao uso de combustíveis fósseis.

A madeira é considerada o biocombustível mais sólido, o que representa 68% das fontes de energia renováveis do mundo.

E é também o combustível mais usado por 2,4 biliões de pessoas no mundo. Fogões mais eficientes podem baixar em 2 bilhões de toneladas as emissões de CO2.

Uma outra fonte de uso de madeira são as construções de casas nos Estados Unidos e na Escandinávia, onde mais de 80% das moradias utilizam o produto. Na França, por exemplo, somente 4% das residências são à base de madeira.

*Com informação da Rádio ONU.

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