Editorial: crime e castigo em Feira de Santana

Feira de Santana, uma cidade em grave estado patológico.

Feira de Santana, uma cidade em grave estado patológico.

Feira de Santana evidencia uma cidade em grave anomia social.

Feira de Santana evidencia uma cidade em grave anomia social.

A degeneração do espaço urbano de Feira de Santana corrompe os fundamentos mais elementares de uma sociedade, sendo o principal, o respeito à Lei.

A ocupação irregular de calçadas, praças, terrenos baldios de propriedade pública, margens de rodovias estaduais e federais e construções que avançam sobre as calçadas ou áreas de recuo da via são a parte mais visível de uma sociedade em ‘grave estágio patológico’. Estágio patológico identificado com o conceito de anomia social, preceito sociológico desenvolvido por Émile Durkheim ao analisar o fato social.

Diferentes atores sociais — comerciantes, ambulantes, trabalhadores e cidadãos comuns — no cotidiano da cidade de Feira de Santana a corrompem com o uso indevido do espaço público.

O estágio patológico evidencia uma cidade violenta e desorganizada. Evidencia, também, a recorrente incompetência com que agem a Prefeitura Municipal de Feira de Santana, estruturas policiais e de fiscalização, Corpo de Bombeiros, concessionárias de água e energia, Ministérios Públicos e entidades de classe. De forma direta e ou indireta esses atores contribuem para que o estado de degradação se aprofunde.

Em nome de interesses imediatos a cidade foi entregue a vontade dos cidadãos. Os cidadãos, sem parâmetros legais a seguir e sem instituições a lhes impor o primado da Lei, aprofundam a degradação da polis.

Como explicar a degeneração social do espaço público? Será Feira de Santana uma comunidade de incultos, incautos, corruptos, corruptores e degenerados?

“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”, Martin Luther King.

*Carlos Augusto é cientista social e jornalista.

Confira imagens que ilustram a reportagem

Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.