Destacando agricultura familiar, Chefe do Ifad inicia visita oficial ao Brasil

Chefe do Ifad Kanayo Nwanze.

Chefe do Ifad Kanayo Nwanze.

Ações apoiadas pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola estão beneficiando diretamente mais de 250 mil famílias na região semiárida do Nordeste brasileiro.

O Brasil tem muito a ensinar ao mundo sobre a importância dos agricultores familiares, segundo o chefe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Ifad. Kanayo Nwanze começa nesta terça-feira uma visita oficial ao país.

Segundo Nwanze, “o papel dos agricultores familiares na alimentação do mundo é inegável”, destacando que, no Brasil, eles são responsáveis por até 70% da produção.

Brasil

Para o chefe do Ifad, “o mundo tem muito a aprender sobre a forma como o Brasil apoia os agricultores familiares, fornecendo-lhes as ferramentas de que precisam para serem bem-sucedidos”.

No país, ele visitará duas cooperativas financiadas na Bahia e se reunirá com o governador do estado, Rui Costa.

Nwanze destacou que “há mais de 30 anos, o Ifad colabora com o Brasil para reduzir a pobreza, transformar as áreas rurais e aumentar sustentavelmente a produtividade dos pequenos agricultores, sempre protegendo o meio ambiente”.

Chamando a parceria de “exemplar”, ele ressaltou ainda o trabalho conjunto para “assegurar que as inovações tecnológicas desenvolvidas no país sejam compartilhadas por todo o continente e outras regiões”.

Investimento

Com um carteira de investimento total de mais de US$ 450 milhões, as operações apoiadas pelo Ifad no Brasil são as maiores da agência na América Latina e Caribe. Aproximadamente US$ 300 milhões são contribuições das autoridades brasileiras e beneficiários.

Seis projetos com financiamento da agência da ONU atualmente implementados no Brasil estão beneficiando diretamente mais de 250 mil famílias na região semiárida do Nordeste.

Inovação

Segundo o Ifad, uma das principais características dos projetos apoiados no Brasil é a busca por inovações técnicas e práticas agrícolas que permitam aos agricultores familiares enfrentar os desafios apresentados pelo ambiente do semiárido do Nordeste.

Os exemplos incluem métodos de produção orgânica, coleta de água e tecnologias de conservação e metodologias de planejamento participativo para aproveitar as inovações e o conhecimento tradicional.

Sertão

Dois novos projetos em preparação vão expandir as operações financiadas pelo Ifad do sertão semiárido, onde atuou nos últimos 35 anos, à área de transição Amazônica no Maranhão e à mata atlântica e ao agreste de Pernambuco.

Com os dois projetos que devem entrar em operação até o fim de 2018, eleva-se acima de US$ 550 milhões o total de investimentos apoiados pelo Ifad no país, beneficiando mais de 300 mil famílias ou cerca de 1 milhão de pessoas.

*Com informação da Rádio ONU.

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