Deputado Sandro Régis diz que retirada da segurança nas escolas prova descaso do governo com a educação

Sandro Régis: Num estado onde o índice de criminalidade é um dos maiores do país, onde escolas são invadidas, depredadas, sem falar no altíssimo índice de estupros registrados, inclusive nos entornos de escolas e faculdades, retirar a vigilância dessas unidades é um ato de irresponsabilidade.

Sandro Régis: Num estado onde o índice de criminalidade é um dos maiores do país, onde escolas são invadidas, depredadas, sem falar no altíssimo índice de estupros registrados, inclusive nos entornos de escolas e faculdades, retirar a vigilância dessas unidades é um ato de irresponsabilidade.

A notícia de que o governo do estado, através da Secretaria da Educação, vai dispensar cerca de 3.300 vigilantes dos quatro mil que fazem a segurança das escolas na Bahia, preocupou o líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Sandro Régis (DEM). “Se essa medida se concretizar é a prova definitiva de que a educação é um setor relegado pelo governo petista e sem a mínima prioridade”, criticou o parlamentar ao ser informado da manifestação que os vigilantes farão nesta sexta-feira (30/06/2016), em frente à SEC, no Centro Administrativo, para protestar contra as demissões.

Em nota convocando a categoria, o Sindicato dos Vigilantes da Bahia – Sindivigilantes, informa que a pretexto de reduzir despesas e gerar economia, o governador Rui Costa e o secretário Walter Pinheiro pretendem retirar todos os vigilantes das escolas estaduais em cidades com menos de 100 mil habitantes, já a partir de primeiro de julho, além dos que fazem a segurança nos prédios da SEC e postos como o IAT, permanecendo apenas um segurança por unidade. O deputado alertou que o governo não pode ajustar suas contas e rombos financeiros desempregando milhares de pais de família e afetando a segurança nas escolas.

“Num estado onde o índice de criminalidade é um dos maiores do país, onde escolas são invadidas, depredadas, sem falar no altíssimo índice de estupros registrados, inclusive nos entornos de escolas e faculdades, retirar a vigilância dessas unidades é um ato de irresponsabilidade”, ponderou Sandro Régis, lembrando que o medo e a insegurança afetarão não apenas alunos e funcionários, mas também aos pais que não terão tranquilidade em saber que seus filhos passarão boa parte do dia em escolas desguarnecidas. “Medidas como essa confirmam que o governo da Bahia caminha na contramão dos avanços formulados para o setor educacional e das possíveis soluções que reduzam o impacto da crise que atinge duramente o país. Régis lembrou que em 2015 a totalidade dos municípios baianos apresentaram baixos índices de educação e aprendizado no ensino fundamental público no exame do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. “Nenhum município baiano atingiu o IDEB 6, mostrando que o ensino na Bahia é um dos piores do Nordeste em níveis educacionais”, lamentou, informando que a situação só é pior nos estados do Maranhão, Alagoas e Sergipe. ” Estados como o Ceará e Pernambuco possuem dezenas de municípios com IDEB acima de cinco e que chegam até 7,8, enquanto a Bahia ficou no final do ranking”, criticou, acreditando que esse quadro só tende a se agravar com a retirada da segurança nas escolas.

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