Congresso internacional debate direitos de 16 milhões de crianças

Sede do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA). Juiz do Poder Judiciário da Bahia participa do III Congresso Internacional sobre Alienação Parental e Guarda Compartilhada.

Sede do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA). Juiz do Poder Judiciário da Bahia participa do III Congresso Internacional sobre Alienação Parental e Guarda Compartilhada.

Falsas denúncias, ocultação de paternidade visando interesses pessoais, sejam pecuniários ou afetivos, e acusações descabidas visando desqualificar o pai ou a mãe diante dos filhos, entre outras infrações e patologias.

Todos estes atentados à dignidade humana prejudicam 16 milhões de crianças no Brasil atualmente. Atento a este cenário, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia será representado pelo juiz Alberto Raimundo Gomes dos Santos em dois congressos.

O magistrado, reconhecido como um dos mais capacitados nesta especialização, começou nesta terça-feira (19/07/2016) a divulgar o V Congresso Internacional de Direito de Família, que será realizado este ano em Salvador.

Denominado ‘Famílias em Cena’, o encontro acontece simultaneamente ao III Congresso Internacional sobre Alienação Parental e Guarda Compartilhada. As inscrições estão abertas no endereço ibdfam.org.br.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) impressionam: caso os números não recuem, o Brasil terá 10% de sua juventude atingida por graves problemas emocionais e psicológicos.

Segundo o organizador dos encontros, Jaime Córdova, ele próprio vítima de alienação parental, a falta de informação, além da ocorrência de patologias, estão entre os temas dos congressos realizados em Salvador em setembro.

Córdova explicou que a Síndrome de Alienação Parental (SAP) trata-se de um “conjunto de sintomas no uso de diferentes estratégias, por parte de um genitor, mas que exerce influência no pensamento dos filhos para destruir a relação com o pai ou a mãe”.

Embora a sociedade tenha acostumado-se a cobrar a responsabilidade do pai como provedor, tem sido cada vez mais comum a ocultação de paternidade por parte de mães que constroem relacionamentos simultâneos clandestinos visando benefício próprio.

A alienação parental caracteriza-se não apenas após o nascimento, mas também durante a gestação, por conta da escolha da mãe pelo pai chamado ‘afetivo’, prejudicando o relacionamento do genitor verdadeiro com seu filho desde a origem.

Realizados pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM-Ba)  e pela Associação Brasileira Criança Feliz (ABCF-Ba), os congressos contarão com a participação de renomados pesquisadores e palestrantes nacionais e internacionais.

Trata-se de um assunto de caráter público e de Direitos Humanos  fundamental, como previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, por atentar contra a convivência, que tem impacto no desenvolvimento humano e influencia a qualidade de vida humana.

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