A cultura, os políticos e a grande mídia

Ocupação do Palácio Capanema, no centro do Rio de Janeiro, onde funcionam as sedes do Instituto do Patrimônio Histórico e Nacional e Funarte.

Ocupação do Palácio Capanema, no centro do Rio de Janeiro, onde funcionam as sedes do Instituto do Patrimônio Histórico e Nacional e Funarte.

Ser culto em tempos atuais significa dominar as leis básicas do aprendizado. Deve estar sempre de olho no futuro, mas sem esquecer o passado e, principalmente o presente. Mas, aqueles que sabem justificar suas convicções, que tenham condições de emitir um parecer sobre o que ocorre no mundo contemporâneo e estão sempre na busca por capacitação, não são bem vistos pelos políticos e pela grande mídia.

A quem interessa uma sociedade culta? Não aos políticos e à grande imprensa familiar, com certeza absoluta.

Para os políticos, quanto mais a sociedade for formada por pessoas “incultas”, melhor. Fica mais fácil de manipulá-los e, como se fossem bois, tangê-los para o curral. O curral do voto. Para a grande imprensa, não há melhor situação. Quanto pior, melhor.

O “inculto” é desprovido de consciência de causa. Falta-lhe a razão e, a percepção do certo ou errado é mínima. Não domina os referenciais básicos do seu dia a dia. É sempre aquele cidadão do “ouvi dizer”; não pode emitir uma opinião porque é, no mínimo, um analfabeto funcional.

Estes cidadãos e cidadãs, são os que interessam aos políticos e à grande mídia. O voto destes indivíduos é mais fácil de adquiri-lo, pois são eles de fácil manipulação. Para a grande mídia, são os telespectadores ideais; aqueles que formam o grande público de programas como Domingão do Faustão, BBB’s, Encontro com Fátima Bernardes, telejornais tendenciosos, entre tantas outras atrações de conteúdo ínfimo. São eles os responsáveis pelos índices do IBOPE.

Não é por acaso que o governo golpista está sucateando o MinC – Ministério da Cultura – exonerando mais de 80 servidores desta Instituição. A relação de exonerados inclui funcionários de secretarias ligadas a pastas, de bibliotecas, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan – e do Ministro interino, Marcelo Calero.

Para que Ministério da Cultura? O povo tem que permanecer burro para manter o atual governo golpista.

Segundo o ex-ministro da Educação Aloisio Mercadante: “isso vai comprometer todo o esforço de acesso, de permanência e de evolução na qualidade da educação brasileira. Por tudo isso, nós temos que lutar”.

Infelizmente os estragos causados pelo governo interino Temer, podem, na sua grande maioria, ser irreversíveis. Em pouco mais de dois meses já causou retrocessos sem precedentes na história do Brasil. Infelizmente o povo terá que pagar mais esta conta.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br