Vereador comenta situação das empresas de transporte coletivo de Feira de Santana

Alberto Nery: os empresários disseram ter uma perda de um milhão de passageiros. O edital dizia que as empresas transportariam 3 milhões por mês, e 2 milhões pagantes, mas estão transportando apenas 1 milhão e 900 mil, deixando de transportar 600 mil passageiros.

Alberto Nery: os empresários disseram ter uma perda de um milhão de passageiros. O edital dizia que as empresas transportariam 3 milhões por mês, e 2 milhões pagantes, mas estão transportando apenas 1 milhão e 900 mil, deixando de transportar 600 mil passageiros.

Nesta quarta-feira (22/06/2016), durante discurso na tribuna da Casa da Cidadania, o vereador Alberto Nery (PT), que é presidente da Comissão de Obras, Urbanismo e Infraestrutura Municipal e Meio Ambiente e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Feira de Santana (Sintrafs), repercutiu uma reunião ampliada, visando à discussão do sistema de transporte coletivo urbano da cidade, ocorrida na semana passada, na Câmara Municipal.

Segundo o edil, a referida reunião contou com a participação de representantes das empresas concessionárias de serviço do transporte público na cidade de Feira de Santana, São João e Rosa; representante do Ministério Público; além do secretário de Transportes e Trânsito, Pedro Boaventura, e alguns vereadores.

Alberto Nery informou alguns dados apresentados por representantes das empresas de ônibus. “Para reunião que realizamos, os empresários disseram ter uma perda de um milhão de passageiros. O edital dizia que as empresas transportariam 3 milhões por mês, e 2 milhões pagantes, mas estão transportando apenas 1 milhão e 900 mil, deixando de transportar 600 mil passageiros, o que dá um prejuízo para a empresa de 1 milhão e 600 mil. Podemos a qualquer momento sofrer um colapso no transporte”, alertou.

O edil comentou a situação da ZR. “Tem mais ZR que as vans oficiais rodando, não sei para quem beneficiar. Essas ZR que rodam no município poderão participar do processo licitatório e acabar de vez esses serviços temporários oferecidos, queremos resolver de vez”, pontuou.

O vereador sugeriu uma pesquisa de opinião pública para mostrar o grau de satisfação dos usuários com o transporte público na cidade de Feira de Santana. “Deveria ser feita uma pesquisa de satisfação com a sociedade, para ver se estão satisfeitos com o transporte. Apesar da frota nova, não resolve só veículos novos, precisamos ver os problemas da população, as mazelas”, disse.

Licitação

Alberto Nery disse ter tomado conhecimento de uma licitação que será realizada para o transporte alternativo. E, na condição de presidente da Comissão de Obras, Urbanismo e Infraestrutura Municipal e Meio Ambiente, informou que gostaria de dar sugestões.

“Vi hoje que a SMTT planeja licitação para transporte alternativo no município. Nós, enquanto membros da Comissão, estamos discutindo constantemente e queremos oferecer sugestões para o processo licitatório que está sendo aí colocado, para que não tenhamos uma surpresa”, pontuou.

Críticas ao Governo Municipal

Mudando o foco do discurso, o petista fez críticas ao Governo Municipal. “Quero fazer algumas observações que vimos aqui. Pelo trabalho, pelas inaugurações que são feitas, o Município não relata a real realidade. O prefeito, quando assumiu, ele convidou todos os segmentos para discutir o Pacto de Feira. Ambulantes, comerciantes, comerciários, todo mundo participou que ia devolver os passeios ao povo e, com esse alarde, seria construído o shopping popular”, disse.

Para Alberto Nery, tudo isso não passou de promessas. “Isso meus amigos ficou apenas na promessa e no projeto, no papel, porque de prática não aconteceu nada. Estamos vendo a cada dia as calçadas sendo ocupadas, as pessoas tendo que andar no meio das ruas, porque a Prefeitura não tomou medidas concretas, é mais promessa e alarde do que realizações. Inaugura obra todo dia com ajuda, com verba do Governo Federal e parceria do Governo do Estado e, em momento nenhum, se vê falar dessas participações”, afirmou.

Em aparte, o líder do Governo na Câmara, vereador José Carneiro (PSDB), comentou o assunto. “Primeiro, Vossa Excelência deve ter conhecimento que o projeto de revitalização do centro da cidade é real. A construção ainda não aconteceu por conta de ações daqueles que acreditam do quanto pior, melhor, que em situação mais difícil chegarão ao poder. Foi assim com o BRT, mas será assim também com o shopping popular”, defendeu.

Em resposta ao líder governista, Nery declarou: “o que está acontecendo não é do segmento que acha que assim é mais fácil de chegar ao poder. Quando sugeriu o Pacto de Feira, o prefeito convidou a todos, menos as pessoas prejudicadas com essa proposta. Ele sugeriu a realização do shopping naquela área, mas os artesãos não foram sequer convidados, o artesanato funciona no local há mais de 20 anos, mas os artesãos não foram convidados. Como aconteceu com as pessoas do Mercado de Arte, que sofreram com a reforma do Mercado de Arte, que era de 180 dias e passou dois anos”, criticou.

Novamente fazendo uso do aparte, o vereador José Carneiro voltou a se pronunciar sobre o Pacto de Requalificação do Centro Comercial. “Nos encontros estavam lá os verdadeiros representantes dos ambulantes, da associação e do sindicato. Alguns que não seguem ou seguiam a orientação que se manifestaram contrários, uma minoria absoluta”, disse.

Retomando a palavra, Nery destacou que a classe empresarial é que mais sofre com a situação, uma vez que, segundo ele, as pessoas com maior poder aquisitivo estão indo a shoppings na capital baiana, evitando consumir no centro da cidade de Feira de Santana.

Em aparte, o vereador Welligton Andrade (PSDB) também fez críticas à situação que ficou o centro da cidade. De acordo com ele, os lojistas estão “profundamente” chateados e esperam que poder público não deixe que o local se transforme em uma feira livre. Em seguida, Nery reiterou que é preciso mais ação do Governo Municipal do que alarde.

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