Salvador: agressões covardes não vão nos calar, afirma vereador Hilton Coelho

Sessão da Câmara Municipal de Salvador. Vereadores travam áspero debate.

Sessão da Câmara Municipal de Salvador. Vereadores travam áspero debate.

O vereador Hilton Coelho (PSOL), afirmou que os vereadores Joceval Rodrigues (PPS) e Henrique Carballal (PV) “são desprovidos de princípios políticos dignos e, como todos desprovidos de coragem, partem para agressões físicas quando faltam argumentos inteligentes para justificarem suas posturas subservientes ao prefeito ACM Neto. Além de agressores, querem agora ameaçar nosso mandato com uma possível denúncia ao Conselho de Ética da Casa. Queremos que isso ocorra porque sabemos que a verdade há de prevalecer e temos testemunhas para cada ato que ocorreu na Casa nesta terça-feira (14/06/2016)”.

Ele lembra o histórico de violência de Carballal que na noite de segunda-feira, 13, agrediu um manifestante em frente a Câmara Municipal, “Alguém que agride uma pessoa que se manifesta contra sua posição não tem o menor equilíbrio para representar a população no Legislativo. Nada nos surpreende em relação ao atual verde que já deve estar em seu quarto ou quinto partido político. Não deixou saudades em nenhum”, define o psolista.

Sobre Joceval Rodrigues, Hilton Coelho diz que “alguém que usa o nome de Deus para quase tudo o que fala, deveria ao menos não mentir, um dos princípios do verdadeiro cristão. Ele precisa entender que o Estado não tem religião e por ser laico respeita a diversidade e o livre arbítrio. Seu posicionamento conservador e retrógrado em relação ao Plano Municipal de Educação (PME) mostra quem ele representa. De agressor, tenta passar a imagem de agredido. Acreditamos que uma ampla apuração mostrará quem falta com a verdade”.

Hilton Coelho finaliza afirmando que “agressões e ameaças não calarão nosso mandato. O PME aprovado é uma fraude. Feito sem participação ativa da sociedade, não coloca a questão de gênero, raça e sexualidade, representa um retrocesso e atende apenas à privatização da educação municipal. Estamos diante de um PME machista, racista, homofóbico, retrógrado e privatista. As denúncias que fazemos e nossa postura independente e comprometida com os interesses da maioria da população é o que incomoda aqueles que aprenderam a dizer ‘amém’ para o ocupante do Palácio Thomé de Souza”.

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