Rota de Museus valoriza patrimônio histórico da Bahia

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM Bahia) está localizado no Solar do Unhão, um sítio histórico do século XVI, às margens da Baía de Todos os Santos em Salvador. Fundado no início da década de 1960. O MAM Bahia é um dos 12 museus estaduais que são vinculados ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), uma autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM Bahia) está localizado no Solar do Unhão, um sítio histórico do século XVI, às margens da Baía de Todos os Santos em Salvador. Fundado no início da década de 1960. O MAM Bahia é um dos 12 museus estaduais que são vinculados ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), uma autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Que a capital baiana guarda boa parte da sua história em suas edificações seculares, todo mundo sabe. Mas, que tal conhecer um pouco mais sobre a cidade, por meio dos imóveis tombados, além de interagir com as diferentes linguagens culturais de exposições temporárias e permanentes, tudo sem gastar um tostão? Interessante, não? Esta é a proposta do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado (Ipac), via Diretoria de Museus (Dimus), ao desenvolver o projeto Rota de Museus, que pode ser conferido no vídeo da ‘Nossa Cultura’, série produzida pela Secretaria de Comunicação Social do Estado (Secom).

A Rota de Museus propõe um roteiro de visitas gratuitas aos principais museus de Salvador. Localizado no bairro da Graça, o Palacete das Artes, por exemplo, chama a atenção do visitante logo na chegada. Esculturas no jardim reafirmam o conceito de museu ao ar livre. Mas não para por aí. Atividades educacionais, aliadas a diversas exposições de artistas plásticos do Brasil e do mundo, costumam deixar impressionado quem reserva um tempo para visitar o local.

O diretor do Palacete, Murilo Ribeiro, informa que atualmente o equipamento cultural está com uma exposição de brinquedos feitos à mão. “A gente trabalha focado na educação, na formação do público, motivando as crianças e os adolescentes, e trabalhando com os diversos segmentos da sociedade. Todas as atividades aqui do museu são gratuitas. É uma orientação, inclusive, do Governo do Estado”.

Bem perto da li, no Corredor da Vitória, fica o Museu de Arte da Bahia (MAB), o mais antigo do estado, com uma coleção diversificada de aproximadamente 14 mil peças. O diretor do espaço cultural, Pedro Arcanjo, ressalta que esse é “um museu voltado para pensar a história da Bahia, da arte baiana”.

Mais adiante, no Centro Antigo de Salvador (CAS), entre o casario multicolorido do Pelourinho, que por si só já enche os olhos, o Centro Cultural Solar Ferrão também retrata parte da história do Brasil e do mundo, mas com algumas peculiaridades, como a exposição de 1.005 instrumentos musicais cedidos pela etnomusicóloga Emilia Biancardi e que, desde o ano passado, faz parte do acervo permanente da instituição.

As visitas, sempre guiadas por monitores, são verdadeiras aulas sobre as diferentes formas que os povos antigos e contemporâneos encontraram para dialogar por meio da música. Já faz parte da rotina do local, a visita de grupos de estudantes, seja para apreciar as peças ou para interagir com as atividades oferecidas pelo centro cultural. Para a coordenadora pedagógica do Solar Ferrão, Leila Campos, os alunos têm a possibilidade de entrar em contato com objetos de estudos que não estão apenas nos livros. “Conhecer, exatamente, o que o museu guarda em termos de cultura, de história, através de tudo que se encontra nele, fortalece e torna ele um pesquisador. Um dos pontos mais positivos das visitas”.

Mesmo em reforma, o Museu de Arte Moderna (MAM Bahia, na Avenida Contorno, em Salvador é o local indicado para encerrar o roteiro de visitas, pois, além do acervo, a vista para a Baía de Todos-os-Santos e para o imponente pôr do sol, são um atrativo a parte para quem gosta de estar em um ambiente urbano presenteado pela natureza. Nas oficinas ali oferecidas, o público pode aprimorar o talento, exercitar a criatividade ou até mesmo alimentar o desejo de ter peças expostas ali. O diretor do equipamento, Zivé Giudice, enfatiza que o local tem um público que não comparece simplesmente para conferir às exposições. “Eles querem participar. O museu convida, instiga para isso. As oficinas congregam uma quantidade interessante de cursos, que são oferecidos gratuitamente.

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