Registrados seis casos de crianças vítimas de queimaduras no HEC

 

Fogueira, fogos de artifício, comidas típicas, danças e brincadeiras juninas. Tudo isso marca o São João no Nordeste, que aconteceu no último final de semana. Porém, neste período de festejos, também ocorrem muitas queimaduras. No Hospital Estadual da Criança (HEC) / Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil (LABCMI) foram registrados seis casos no período compreendido entre os dias 23 e 27 de junho de 2016.

No mesmo período do ano passado foram registrados dois casos. O manuseio incorreto de fogos de artifício é um dos motivos que ocasionam as queimaduras, conforme explica a diretora médica da unidade hospitalar, Dra. Milena Pessoa.

“Há produtos que não podem ser utilizados por crianças de determinadas faixas etárias, a exemplo de bombas e foguetinhos. Esses fogos de artifício, quando usados de forma incorreta, ocasionam queimaduras e até acidentes mais graves. Por isso é importante que os pais e responsáveis observem os produtos que estão comprando para os filhos, se são adequados para a idade deles”, explica.

Outro cuidado a ser tomado com as crianças nesse período está relacionado à inalação de fumaça emitida por fogueiras e fogos, principalmente no que diz respeito às crianças que possuem alergias e/ou problemas respiratórios. “O ideal é que essas crianças não inalem a fumaça, mas, caso isso ocorra, o nariz deve ser lavado com soro e a criança deve ser medicada com remédios indicados por um médico especializado”, adverte.

O consumo de alimentos típicos em locais inadequados como amendoim, bolos e milho também deve ser motivo de preocupação dos pais, conforme a pediatra, pois aqueles vendidos em locais sem medidas básicas de higiene podem ocasionar infecções intestinais e, consequentemente, desidratação.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).