Presidente interino Michel Temer avalia que procurador-geral da República cumpriu papel ao pedir prisão de membros do PMDB

Michel Temer em reunião pela manhã com ministros do Núcleo Econômico. Esq/dir Eiseu Padilha, Temer e Henrique Meirelles.

Michel Temer em reunião pela manhã com ministros do Núcleo Econômico. Esq/dir Eiseu Padilha, Temer e Henrique Meirelles.

O presidente interino Michel Temer iniciou há pouco uma reunião com integrantes do chamado núcleo econômico do governo. A pauta não foi confirmada até o momento, mas entre os temas a serem discutidos deverá ser feita uma avaliação sobre como ficarão as contas do governo após o acordo anunciado esta semana, relativo às dividas dos governos estaduais com a União.

Participam da reunião com o presidente interino os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles; da Casa Civil, Eliseu Padilha; do Planejamento, Diogo Oliveira; da Agricultura, Blairo Maggi; da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab; e o ministro interino do Turismo, Alberto Alves. Também participa da reunião o secretário executivo do Programa de Parceria de Investimento, Moreira Franco.

Mais cedo, Temer concedeu entrevista à Rádio Jovem Pan, na qual elogiou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, de negar o pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra os pemedebistas Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e Eduardo Cunha. Temer minimizou afirmações feitas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que estaria participando de uma “conspiração para asfixiar as ações da Operação Lava Jato”.

“O procurador-geral Janot faz esse raciocínio tendo em vista as afirmações de Sérgio Machado [ex-presidente da Transpetro]. Nada mais do que isso. Não é uma convicção dele”, disse Temer. “Não acho que o Legislativo tenha qualquer disposição conspiratória para reduzir as potencialidades e possibilidades da operação”, emendou.

Na opinião do presidente interino, tanto Janot – ao pedir a prisão –, quanto Zavascki – ao negar o pedido –, estão cumprindo o papel deles. “Não sei quais são as razões [do pedido de Janot], mas é claro que está motivado por depoimentos que estiveram em suas mãos. Teori também fez o seu papel adequadamente, de que não era o caso, neste momento, de decretar a prisão”, disse ele ao se posicionar contrariamente ao pedido de impeachment de Rodrigo Janot.“No instante que comecemos a perceber que temos de prestar obediência e enaltecer a atividade das instituições, estaremos aprimorando uma tentativa do que chamo de uma tentativa de reconstitucionalizar o país”, disse.

Ministros e programas sociais

Em relação aos pedidos de demissão feitos pelos ministros do atual governo citados nas investigações da Lava Jato, Temer disse que a atitude demonstra que seus ministros têm “senso de colaboração” para com o governo.

O presidente interino também reiterou que manterá os programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. “Não fico nas palavras, fico na ação”, disse ele. “Enquanto houver probreza extrema no país o Bolsa Família vai continuar”, disse ele. “E o Minha Casa, Minha Vida vamos manter porque é um programa exitoso”, acrescentou.

Temer elogiou o sucesso do governo no sentido de consolidar uma base no Congresso Nacional. Algo que, segundo ele, “há muito tempo não se verificava”. “E essa base sólida está disposta a tirar o País da crise”, disse ele ao comentar o sucesso em aprovar a Desvinculação de Receitas da União (DRU) “em duas semanas com votação significativa”.

TCU

Sobre a análise das contas do governo Dilma, Temer elogiou a posição do Tribunal de Contas da União, que afirmou que a presidenta afastada repetiu indícios de irregularidades em 2015. Segundo ele, o tribunal “se opôs, com razão, a certas medidas que o Executivo tomou no passado”.

Ele citou também um comentário feito pela equipe de reportagem do jornal Washington Post, durante entrevista concedida recentemente. Temer disse ter ouvido deles que, por parte dos norte-americanos, há “grande esperança e credibilidade nova para o Brasil”, a partir de seu governo interino.

*Com informação da Agência Brasil.

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