Presidente afastada Dilma Rousseff diz que a perícia do Senado comprova que não houve crime de responsabilidade

Sobre a liberação de créditos suplementares por meio de decreto, sem o aval do Congresso, a presidente afastada Dilma Rousseff afirma, em entrevista a uma rádio gaúcha, que não foi constatada nenhuma participação dolosa da parte dela.

Sobre a liberação de créditos suplementares por meio de decreto, sem o aval do Congresso, a presidente afastada Dilma Rousseff afirma, em entrevista a uma rádio gaúcha, que não foi constatada nenhuma participação dolosa da parte dela.

A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (27/06/2016), que a perícia feita pelo corpo técnico do Senado atesta a inexistência de crime de responsabilidade nos atos que embasam o pedido de impeachment em tramitação no Congresso. “Hoje ficou caracterizado que os motivos pelos quais eles me acusam não caracterizam crime. Nós viemos dizendo isso há muito tempo, mas agora a própria perícia constatou isso”, disse Dilma, em entrevista concedida à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.

Presidente afastada Dilma Rousseff diz que fará “governo de transição” caso retorne ao poder

A presidente afastada Dilma Rousseff disse hoje (27/06/2016) que, caso retorne à Presidência, fará um governo de transição, com o objetivo de garantir a democracia brasileira até as eleições de 2018. Dilma diz que pretende também aproveitar o momento político para avançar nas discussões sobre a reforma política.

“Farei basicamente um governo de transição. Porque é um governo que vai ter dois anos, e o que nós temos de garantir neste momento é a qualidade da democracia no Brasil, o que vai ocorrer em 2018. Eu farei isso, sobretudo. Acho que cabe a discussão de uma reforma política no Brasil, sem dúvidas. Nós tentamos isso depois de 2013 e perdemos fragorosamente. Tentamos Constituinte, tentamos reforma política”, disse a presidente afastada em entrevista à agência de notícias Pública, publicada nesta segunda-feira.

Dilma, no entanto, não confirmou a realização de um plebiscito sobre a convocação de novas eleições antes de 2018, proposta defendida por algumas lideranças políticas. “Não há um consenso. É uma das coisas. Uma das propostas colocadas na mesa. Agora, há de todo mundo uma opção por eleição direta, né? Sempre.”

Caso retorne ao poder, a presidente afastada disse que não tentará recompor sua base nos moldes como estava antes do processo de impeachment. “Não tem mais como recompor. Vou te falar, eu não recomponho governo nos termos anteriores em hipótese alguma.”

Perguntada se irá ao Senado para se defender na Comissão Processante do Impeachment, Dilma disse que ainda não se decidiu sobre o assunto. “Estou avaliando. Sou do tipo de gente que avalia.”.

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