Movimento popular força ACM Neto a retirar artigo privatizante do Plano de Educação de Salvador, afirma vereador

Membro da Comissão de Educação da Câmara Municipal, o vereador Hilton Coelho (PSOL) afirmou que o movimento da categoria e da população em geral conseguiu uma vitória “ao forçar o prefeito ACM Neto a retirar o artigo 9º do Plano Municipal de Educação (PME). Ele fez isso não por vontade própria, mesmo contrariando seu programa de governo apresentado na eleição. Foi forçado pela reação popular e sabia que o movimento em Salvador contra a privatização, apelidada de reformulação, seria maior ou igual a que ocorreu em Goiás e São Paulo. Agora entendo a razão da agressão que sofri de dois membros da bancada governistas, Henrique Carballal (PV) e Joceval Rodrigues (PPS), estavam irados porque, mesmo com a maioria, a votação teve gosto de derrota por não imporem o projeto de forma integral”.

Para o vereador do PSOL, “apesar de omisso na questão de gênero, racial e sexualidades, o PME conservador não passou em sua totalidade e no aspecto privatizante foi derrotado pela mobilização da categoria e as denúncias que apresentamos há tempo contra a entrega de um direito fundamental aos interesses das empresas disfarçadas de organizações sociais que administrariam as escolas municipais em lugar da Secretaria Municipal de Educação (Smed)”.

O artigo 9º retirado do PME diz textualmente que “o Município do Salvador deverá, no primeiro ano de vigência deste PME, aprovar lei específica de reorganização do Sistema Municipal de Ensino, disciplinando a organização da Educação Básica”.

“Derrotamos parcialmente o golpe contra a Educação pública e gratuita, mas precisamos nos manter atentos contra ataques à categoria e ao direito à educação. O PME de ACM Neto é desleal com a luta das educadoras e educadores que têm acumulado sugestões e propostas concretas. Vamos continuar a luta para evitar que as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), verdadeiras empresas que firmam parcerias e convênios com todos os níveis de governo e órgãos públicos, voltem a tentar privatizar o ensino de Salvador. Apesar de tudo, das agressões, inverdades, aprovação sem debate usando uma maioria de subalternos na Câmara Municipal, impomos uma grande derrota ao prefeito ACM Neto que viu seu suposto poder ruir diante da mobilização popular. Muito ainda temos e vamos avançar contra o autoritarismo”, finaliza Hilton Coelho.

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Redação
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