Feira de Santana: vereador desqualifica pedidos de doação em nome da 67ª Companhia da PM

Isaías dos Santos (Isaías de Diogo): A PM está precisando de melhores condições de trabalho. O Estado não tem dinheiro para pagar os salários dos servidores.

Isaías dos Santos (Isaías de Diogo): A PM está precisando de melhores condições de trabalho. O Estado não tem dinheiro para pagar os salários dos servidores.

No horário do grande expediente, na sessão ordinária desta terça-feira (14), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Isaías de Diogo (PSC) criticou a atitude de um cidadão que está usando o nome da 67ª Companhia Independente da Polícia Militar para arrecadar colchões e outros itens. Segundo o edil,  a população não deve levar o pedido em consideração nem tampouco pouco fazer doações, pois o comandante da 67ª CIPM, major Ribeiro, não autorizou nenhum recolhimento de doações.

“Domingo passado recebi o telefonema deste cidadão fazendo esse pedido. Eu não atendi ao pedido e levei o caso ao conhecimento do major Ribeiro, que me garantiu que não autorizou ninguém  a pedir um centavo sequer em nome da PM. Aquela Companhia tem à frente um representante  de excelência, que é o major Ribeiro. Então, chamo atenção dos moradores do Feira X em relação a este fato. Entendo que este momento, em que se antecedem as eleições, aparece muita gente tentando enganar as pessoas. Se você deu alguma colaboração a este cidadão e está se sentindo lesado, pode me procurar ou procurar o major Ribeiro da 67ª Companhia”, alertou Isaías.

O edil continuou a tratar sobre o assunto. “O major deixou claro de que o papel da PM é defender a população, e não aceita doações, para que a instituição não se torne refém do ato. Este cidadão está fazendo politicagem e ninguém é obrigado a doar nada. Dá suporte à PM é de obrigação do Governo do Estado. O Município, inclusive, vem fazendo sua parte ajudando o bairro Feira X, que de 2012 até os dias de hoje vem sempre recebendo benefícios. Doou um espaço na rua B, em frente à Associação José Sarney, e tenho certeza de que o prefeito não fará objeção para doar equipamentos sem utilidade para ela”, pontuou.

Isaías relatou mais benefícios que o bairro tem recebido. “As ruas A e E foram asfaltadas; a rua B foi recapeada; houve a ampliação do transporte público, que atende também à comunidade do Parque Tamandarí; diversos braços de luz foram instalados em ruas e caminhos; o campo de futebol, que está sendo construído no Loteamento Vila Verde, será entregue em breve; foi colocada a ponte que liga a rua Macário Cerqueira à rua Argentina; houve inauguração de escola com equipamentos novos; pavimentação de diversas ruas no Parque Tamandarí; a instalação da base comunitária e outros. Tudo isso a população não precisou pagar nada, porque já ajuda com o pagamento dos impostos”, relatou.

Em aparte, o vereador Roque Pereira (DEM) disse não ter dúvida de que o prefeito José Ronaldo tem atendido a muitas reivindicações de vários vereadores para a melhoria do bairro Feira X, mas lembrou que o Governo do Estado está deixando muito a desejar em relação ao financiamento de melhor estrutura de trabalho para os servidores. O democrata também afirmou que não vê problemas em fazer doações para a PM.

“A PM está precisando de melhores condições de trabalho. O Estado não tem dinheiro para pagar os salários dos servidores, quem dirá para comprar equipamentos para a PM. Nós vereadores não temos a obrigação de fazer nenhuma doação, mas se os policiais estão precisando, não vejo nada de mais fazermos doações dentro das nossas possibilidades. Eu mesmo estou à disposição para ajudar no que puder”, ressaltou.

Também em aparte, Tonhe Branco (PHS) relatou que recebeu um documento informando o local que será construída a base comunitária do Aviário, porém não contava com a informação de que o equipamento deverá ser construído por ele e pelos moradores do bairro.

De volta com a palavra, Isaías  disse a Roque que ele também poderia ajudar, mas que a 67ª CIPM tem uma política e administração próprias. O edil acredita que se o major vier a precisar de apoio fará um ofício solicitando a ajuda de quem desejar. “O que não pode acontecer, vereador Roque, é a pessoa usar o nome do comando sem autorização do comandante, dizendo que é um pedido do major Ribeiro, o que não é verdade”, reafirmou.

Isaías acrescentou que a população do Feira X pode contar com sua ajuda a qualquer tempo, pois é filho do bairro e tem, segundo o vereador, compromisso com a comunidade. “Verbas de subvenção foram destinadas ao bairro, alguns vereadores também destinaram a verba para o bairro; é importante que todos tenham olhares para o social”, sugeriu.

Pedido

Ainda no uso da tribuna, o vereador Isaías repercutiu o pedido de uma ouvinte do programa de rádio Acorda Cidade, que solicitou da Secretaria Municipal de Trânsito a instalação de um ponto de ônibus em frente ao Mercado de Arte Popular.

“Com um ponto de ônibus ali ficaria melhor para as pessoas que vão à Marechal, J.J. Seabra, para seus comércios ou realizar atividades”, concordou.

Isaías destaca projeto que cobra nota fiscal de empresas de RH

Nesta terça-feira (14), o vereador Isaías de Diogo (PSC), ao fazer uso da tribuna da Casa da Cidadania, chamou atenção para o projeto 61/2016, de sua autoria, que dispõe sobre a obrigatoriedade de emissão de nota fiscal por parte de empresas de recursos humanos, responsáveis por intermediação de mão de obra.

O edil leu alguns parágrafos do projeto: “quando da cobrança por cursos que envolvam a qualificação de mão de obra dos cadastrados ou não cadastrados, as empresas de Recursos Humanos também ficam obrigadas a emitirem nota fiscal de serviços, e obrigadas a pagarem o devido imposto sobre serviço em favor do município de Feira de Santana”, informou.

Isaías acrescentou: “em caso de cobrança do cadastro de currículos profissionais de pessoas para o devido banco de dados da empresa de Recursos Humanos, a mesma deverá manter este cadastro por uma validade mínima de seis meses, sem ônus adicionais para o devido encaminhamento do cadastro para as vagas de trabalho existentes nas empresas privadas. As empresas de Recursos Humanos quando do cadastro de pessoas para efeito de compor o banco de dados para encaminhamento de vagas para as empresas privadas deverão tornar público para conhecimento dos cadastrados as vagas reais com os respectivos cargos das empresas ofertantes das mesmas”.

O vereador justificou a apresentação do projeto. “Infelizmente, as pessoas acham que vereador tem fábrica de emprego para dar às pessoas. Entendemos que é difícil ajudar as pessoas nesse sentido. Por isso, em Feira de Santana há várias agências de RH, onde as pessoas deixam seus currículos, pagam valor de R$ 15,00, R$20,00, R$ 25,00 e nunca chamam essas pessoas. Essas pessoas ficam lá no esquecimento, sendo enganados por essas empresas que prestam esse serviço”, afirmou.

Isaías observa que nem sempre a pessoa desempregada pode arcar com os valores exigidos pelas empresas de RH. “Esse projeto é para disciplinar e ajudar as pessoas que vão até essas empresas com o sonho e expectativa de ter seu emprego. Para quem está desempregado R$ 15,00 fazem falta, sem dizer que as pessoas saem de casa, pagam transporte público e essas empresas colocam esse dinheiro no bolso sem ao menos dar uma satisfação aos cidadãos e cidadãs que lá estiveram”, lamentou.

O edil ressaltou a importância da matéria. “Esse projeto vai tramitar amanhã e nos podemos ajudar a sociedade, o Procon vai estar com essa responsabilidade. O RH vai dizer quantas vagas para tal área e quantas pessoas ela mandou para essa empresa. Muitas vezes precisa só de uma pessoa e elas divulgam que são muitas e, com isso, 150 pessoas se inscrevem. Muitas vezes essas vagas vão para pessoas que não estão inscritas, mas trocam a vaga por voto: ‘agora você volta no candidato X ou Y’”, denunciou.

Partindo desse pressuposto, o edil alertou: “nós, comprometidos com a cidade, precisamos estar alerta, atentos, antigamente tínhamos um ou duas empresas de RH, mas hoje já passam de 15. Vamos abrir os olhos e ajudar as pessoas que almejam trabalho a concorrer dignamente, sabendo que vai ser chamado, pelo menos, para fazer uma entrevista”, concluiu.

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