Estudantes de Salvador desenvolvem pesquisa para geração de energia com uso do chorume

Estudantes fazem pesquisa sobre nova fonte energia.

Estudantes fazem pesquisa sobre nova fonte energia.

Descobrir como produzir energia por meio do chorume. É com esta pesquisa que sete estudantes do terceiro ano do ensino médio do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira (CEAAT), em Salvador, iniciaram as atividades do clube de ciências da unidade escolar. Propostos pelo programa Ciência na Escola, os clubes de ciências buscam oferecer um ambiente de pesquisa e investigação científica, promovendo o aprofundamento dos estudos, tendo como foco o desenvolvimento dos estudantes.

Ruth Leal, uma das cientistas da equipe, explica a importância que o laboratório tem na escola. “Ao longo dos dias que trabalhamos no laboratório, desenvolvemos um projeto para participarmos da Feira de Ciências da Bahia (Feciba), que ainda não tem nome, mas que busca transformar o Chorume, que é aquele liquido gerado pelo lixo, em energia. O uso do laboratório é muito importante, porque é o espaço de pesquisa dos estudantes na escola. É onde, juntos, podemos desenvolver projetos voltado para sustentabilidade, porque o nosso planeta necessita disso”, explicou Ruth.

Os estudantes cientistas ficam na unidade escolar em dois turnos. Pela manhã, eles acompanham as aulas de reforço para o Enem e no período da tarde, assistem às aulas regulares e participam das atividades de pesquisa científica no laboratório da escola. “Por conta desta pesquisa, passei a usar mais e, também, cuidar do laboratório. Minha amiga, colega de equipe no projeto de ciências, me fez essa proposta e eu concordei, porque sou um amante da ciência. Como aluno, acredito que faz parte do meu dever cuidar e preservar os espaços da minha escola”, disse o estudante Ricardo Santos.

De acordo com a coordenadora do Ciência na Escola, Shirley Costa, o programa investe na divulgação e popularização da ciência nos diversos espaços formativos. “A gente faz com que as escolas percebam a necessidade de criar um ambiente de pesquisa para os estudantes. Pensando assim, buscamos revitalizar e incentivar o uso dos laboratórios de ciências existentes nas escolas. O trabalho é feito em parceria com estudantes, educadores e gestores interessados em fazer ciência. Assim, conseguimos dar uma nova roupagem para o laboratório, fazendo com que esse espaço se torne mais um ambiente de aprendizagem cientifica”, afirmou Shirley.

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