Eleições 2016 – Feira de Santana: líder do governo diz que não está assegurada aprovação de emenda que reduz número de vereadores

José Carneiro Rocha: Eu confesso que já fiquei muito mais tempo aí do que aqui e sei das dificuldades que cada um enfrenta.

José Carneiro Rocha: Eu confesso que já fiquei muito mais tempo aí do que aqui e sei das dificuldades que cada um enfrenta.

Na sessão legislativa desta quarta-feira (15/06/2016), após os discursos de alguns edis, o líder do Governo na Câmara, José Carneiro (PSDB),     deu seu parecer sobre a proposta do vereador Justiniano França (DEM) que visa à redução do número de vereadores na Câmara Municipal de Feira de Santana, de 21 para 19.

José Carneiro iniciou o pronunciamento se dirigindo aos pré-candidatos a vereador que protestavam nas galerias da Câmara Municipal contra a referida emenda.

“Eu confesso que já fiquei muito mais tempo aí do que aqui e sei das dificuldades que cada um enfrenta, das lutas que cada um trava para chegar aqui. Reconheço, porque já passei por isso. E os senhores e as senhoras estão defendendo o legítimo interesse, aquilo que os senhores entendem que é o caminho mais fácil de chegar, mas eu entendo também que vivemos em um país democrático, onde o diálogo deve ser e tem que ser o melhor caminho para se encontrar formas de atingir o objetivo”, disse.

Ele acrescentou: “posições, liberdade de expressão todos têm esse direito. Portanto, os senhores e as senhoras têm direito de expressar livremente aquilo que pensam, como ouvir hoje  entrevistas de colegas de vocês, colegas nossos, amigos, dizerem que esta Casa é a pior da história, já ouvir isso também no passado. Os vereadores também têm o direito de se expressar e transmitir o seu pensamento e a sua convicção”.

Em seguida, José Carneiro fez questão de salientar que o fato de a  emenda ser apresentada na Câmara não significa que ela será votada e aprovada. “Para se aprovar uma emenda à Lei Orgânica do Município são necessários 14 votos, e nós somos 21 vereadores, precisamos de 2/3. Então, eu acho que não tem razão para se criar uma celeuma, não tem motivo para imaginar que existe um complô para tentar aprovar a emenda apresentada; o que existe é uma proposta para ser discutida e debatida. Agora, eu entendo que o caminho para a solução é o diálogo”, reiterou.

O líder governista ressaltou ainda que diversos vereadores ainda não se pronunciaram sobre o assunto. “Se é contra ou a favor, e para atingir 14 votos e aprovar uma emenda dessa não tenha dúvida de que não é tão fácil. Agora, nós temos que respeitar tanto as opiniões transmitidas pela imprensa e na rede social por cada um dos senhores, como também do próprio vereador que apresentou a emenda”, pontuou.

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