Aliado sugere a Eduardo Cunha que renuncie à presidência da Câmara Federal

Deputado afastado Eduardo Cosentino da Cunha enfrenta processos por envolvimento em atos de corrupção.

Deputado afastado Eduardo Cosentino da Cunha enfrenta processos por envolvimento em atos de corrupção.

Aliado do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) sugeriu na segunda-feira (20/06/2016) ao colega que ele renuncie à presidência da Câmara, cargo do qual também está afastado por decisão judicial. Marun acredita que a renúncia de Cunha irá distensionar o ambiente na Casa, onde Cunha responde a processo de cassação do mandato parlamentar. “Sugeri que ele renunciasse à presidência da Câmara como forma de distensionar o ambiente na Casa”, disse o parlamentar em nota.

Marun disse que visitou Cunha na residência oficial e que conversou com ele em particular, sem a presença de outros deputados, quando então fez a sugestão de renúncia ao cargo. O parlamentar contou ainda que disse a Cunha que o presidente em exercício da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA) “não possui as condições mínimas para presidir a Câmara”. Cunha, no entanto, não respondeu sobre a possibilidade de renúncia, segundo Marun.

Cunha, que está afastado das atividades parlamentares e da presidência da Câmara desde o dia 5 de maio, marcou para amanhã (21), às 11h, uma entrevista coletiva em um hotel em Brasília. A assessoria do parlamentar não adiantou informações sobre o teor da entrevista.

Processo

Na semana passada, depois de mais de sete meses, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) pela cassação do mandato de Cunha. O peemedebista é acusado de ter mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras ao dizer que não possuía contas bancárias no exterior. Cunha aguarda posicionamento da Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ) sobre recursos contra o andamento do processo no Conselho de Ética.

Se os questionamentos apresentados pela defesa de Cunha à CCJ não forem acolhidos, o processo de cassação do mandato dele será levado à votação no plenário da Câmara. Para a perda do mandato, são necessários os votos favoráveis de, no mínimo, 257 deputados.

*Com informação da Agência Brasil.

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