Acervo de 280 mil publicações digitais da Biblioteca do Senado pode ser acessado pela internet

Reprodução de página na internet da Biblioteca do Senado Federal.

Reprodução de página na internet da Biblioteca do Senado Federal.

A Biblioteca do Senado está completando 190 anos de existência como uma das maiores do país. Além do acervo de mais de 500 mil volumes, entre livros, folhetos e periódicos, possui 280 mil publicações digitais. Segundo a coordenadora da biblioteca, Helena Celeste, as transformações tecnológicas ocorridas nos últimos anos exigiram um grande esforço de toda a equipe para adaptar os conteúdos, que antes eram disponibilizados apenas no meio físico, para a plataforma digital.— A sociedade está migrando para a era digital. Temos, atualmente, os livros digitais, os periódicos eletrônicos e as bases de dados com texto integral. O cidadão não precisa, necessariamente, vir à biblioteca para dispor da informação que precisa — afirmou.

A Biblioteca Digital do Senado Federal foi criada em 2006 e completará dez anos em novembro deste ano. As 280 mil publicações digitais estão disponíveis, na internet, para qualquer pessoa, no Brasil e no exterior. As obras são de domínio público ou possuem direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando acesso e download gratuitos. O endereço é www.senado.leg.br/biblioteca. São livros, obras raras, artigos de revista, notícias de jornal, produção intelectual de senadores e servidores do Senado e legislação em texto e áudio, entre outros documentos.

Atendimento aos senadores

A Biblioteca do Senado nasceu em 18 de maio de 1826, quando a Câmara dos Senadores do Império do Brasil, por iniciativa do Visconde do Cairu, instituiu a Livraria do Senado. O objetivo era organizar um acervo de obras que pudessem ser consultadas pelos senadores.

Ao longo desses quase dois séculos de história, o espaço tem oferecido acesso à informação aos cidadãos e apoio às atividades no Poder Legislativo.

Obras raras

Pelo menos 12 mil exemplares de obras raras fazem parte do acervo. As publicações ficam armazenados numa sala-cofre climatizada e podem ser consultadas. Entre elas, a mais antiga e de maior valor é o livro Novus Orbis (Novo Mundo), descrição histórica, geográfica, científica, etnológica e linguística da América. Datado de 1633, é de autoria de Johannes de Laet. A publicação também pode ser acessada on-line na biblioteca digital.

— Cerca de mil obras raras já foram digitalizadas. A nossa intenção é continuar esse trabalho de digitalização, tornando acessível esse tesouro literário aos cidadãos — disse Helena.

Para celebrar os 190 anos da biblioteca, um catálogo de obras raras que contam a história da Casa encontra-se em fase de produção. O lançamento está previsto para dezembro.

Os usuários também podem consultar o acervo de três milhões de recortes dos principais jornais do país sobre os mais variados assuntos, coletados desde 1974. Desse total, 265,8 mil já haviam sido digitalizados até abril deste ano.

— Agora, estamos com o projeto de digitalizar, por meio de um contrato, mais recortes de jornais. Como são muitos materiais, a nossa ênfase está sendo separar todas as notícias que envolvam os senadores e o Senado — salientou.Conservação das obras em meio físico. Para garantir a conservação dos documentos em meio físico, alguns cuidados são essenciais, segundo Helena Celeste. Entre eles, o armazenamento em estantes deslizantes e climatizadas. Além disso, as obras são higienizadas diariamente por funcionários contratados por meio da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal (Apae-DF). O objetivo da higienização é prevenir uma futura restauração.

Aquisição e doações

Segundo Helena Celeste, a aquisição de novas obras precisa ter um conteúdo significativo para o trabalho exercido no Senado. Entre os assuntos mais procurados pelo público, afirma, estão as áreas de ciências sociais e direito.

— Nossa política de desenvolvimento de coleções é baseada nos núcleos de consultoria e nas comissões do Senado, que são as áreas de interesse do Legislativo — afirmou, ressaltando que o empréstimo das obras é facultado apenas aos senadores, servidores da Casa, estagiários com a autorização prévia dos supervisores e bibliotecas cadastradas.

A coordenadora salientou que a biblioteca também recebe doações. Quem tiver interesse em doar uma obra deve entrar em contato pelo número 61 3303-1267 ou enviar e-mail para biblioteca@senado.leg.br.

— As doações passam por uma análise. Caso não possam entrar no acervo, colocamos em uma lista de doações para outras instituições e bibliotecas municipais carentes. No entanto, o cidadão precisa nos informar que autoriza uma eventual doação, caso a obra não possa ficar no acervo — ressaltou.

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