A marcha das mulheres

Mulheres lutam por afirmação de direitos e contra o golpe políticos e retrocesso de conquistas sociais.

Mulheres lutam por afirmação de direitos e contra o golpe políticos e retrocesso de conquistas sociais.

A mulher – do latim muliere – é um ser adulto do sexo feminino. A palavra mulher é empregada para designar tanto as distinções sexuais biológicas quanto a dos papeis socioculturais.

Infelizmente no governo do Presidente (?) interino, Michel Temer, não há vagas para mulheres. Parece até o “Clube do Bolinha”  de revistas em quadrinho – meninas não entram. Finalmente colocaram algumas para servirem de “tampão”. Mesmo assim, tem algumas que devem ser depostas do cargo por estarem sendo investigadas pelo STF ou Operação Lava Jato.

Em contrapartida a este quadro caótico, pode-se dizer que o tempo da mulher não participativa já passou. Houve uma época em que as mulheres não podiam votar, exercer a profissão de advogada, entre outras coisas absurdas; mas em 1932 o então presidente Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral, assegurando finalmente o direito do voto às mulheres brasileiras. Em 1979 a suplente de senadora Eunice Michilles, PSD/AM, faz-se a primeira mulher a exercer o cargo de Senadora, por falecimento do titular da vaga.

Com luta e perseverança as mulheres conseguiram reverter este quadro e hoje elas já conseguiram seu espaço não só no mercado de trabalho – no mundo dos negócios – como também, na política partidária. Pode-se citar como exemplo a presidente Dilma Rousseff no Brasil, Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina e tantas outras pelo mundo afora.

As mulheres brasileiras reagiram ao golpe de Temer que teve a coparticipação da direita branca, PIG, Estados Unidos da América e as Organizações Globo de Comunicação dos irmãos Marinhos, com conivência do STF. Elas levantaram-se e estão levando o povo às ruas com a cobertura da imprensa internacional, o que é muito importante. O mundo está vendo o que está se passando no Brasil.

Tendo como sloganNão Vai Ter Golpe” e “Fora Temer”, realizam protestos pelas ruas das principais cidades do Brasil, reivindicando o retorno de Dilma Rousseff ao cargo de presidente, posto este que lhe foi conferido pelo voto de mais de 54 milhões de eleitores. Sempre com uma cópia da Constituição Brasileira nas mãos, faixas e cartazes repudiam o golpe e alegam que o Impeachment não possui fundamento jurídico, elas bravamente vão à luta por justiça.

“Isso é um golpe contra a primeira mulher eleita presidente no país. É um machismo grave e um desrespeito às mulheres brasileiras. Um golpe contra a Constituição Federal” – argumentou a vice-líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, Moeme Gramacho – PT/BA.

Com certeza absoluta a presidente Dilma Rousseff vai retornar à presidência da República pelas mãos das mulheres deste País.

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br