Votação do impeachment é notícia internacional mais comentada nos EUA

Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária que decidirá pela aprovação ou rejeição do relatório favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária que decidirá pela aprovação ou rejeição do relatório favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A votação sobre a aceitação ou não do impeachment da presidenta Dilma Rousseff pelo Senado brasileiro está sendo hoje (11/05/2016) um dos assuntos internacionais mais comentados pela imprensa nos Estados Unidos. Vários jornais, redes de TV e de rádio estão divulgando relatos de correspondentes ou repórteres enviados especialmente ao Brasil para cobrir o evento.

A CNN está divulgando a cada momento flashes de seus correspondentes no Brasil e nos Estados Unidos sobre o impacto no Brasil e no exterior de um eventual impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

A agência Reuters lembra que a América Latina foi, no passado, palco de golpes militares, mas observa que, hoje, a substituição da presidenta Dilma Rousseff é “particularmente preocupante”. “Toda a linha de sucessão do Brasil está sob investigação por corrupção com a nação já fervendo sobre uma recessão severa”, assinala. Segundo a agência, se a presidenta Dilma Roussefl perder a batalha do impeachment será uma dos 18 líderes latino-americanos forçados a deixar o poder desde 1985.”

Um dos maiores jornais dos Estados Unidos, o The Wall Street Journal, afirma que a sessão de hoje do Senado para determinar se a presidente Dilma Rousseff deve ou não enfrentar um processo de impeachment se deve à acusação de que ela violou as leis orçamentárias da nação. O jornal observa porém que a presidenta Dilma nega as acusações.

O jornal Los Angeles Times informa que se a sessão do Senado concordar que a presidenta Dilma Rousseff seja submetida a um processo de impeachment, o processo poderá retirar o Partido dos Trabalhadores do comando do país, após 13 anos no poder.

A rede de televisão ABC informa que, depois de se apresentar como defensora da luta contra a corrupção, e de se tornar a primeira mulher a comandar o Brasil, a presidenta Dilma Rousseff está agora a apenas horas de distância de, possivelmente, deixar o cargo. De maneira didática, a rede ABC explica que o destino de Dilma Rousseff está nas mãos de 81 senadores. Se 41 senadores votarem a favor da admissibilidade do impeachment, Dilma ficará fora do Palácio do Planalto por seis meses, enquanto o Congresso Nacional brasileiro decidirá se ela deixará o cargo definitivamente.

O The Washington Post informa que o Senado brasileiro está encaminhando para a votação que decidirá se a presidente Dilma Rousseff enfrentará o impeachment.

O New York Times publica hoje matéria de seu correspondente no Brasil, Simon Romero, afirmando que, depois de meses de manobras e apelos, o Senado brasileiro começou a debater o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o jornal, a votação do Senado é um divisor de águas na luta pelo poder no Brasil, um país que experimentou um período “raro de estabilidade” política e econômica ao longo das últimas duas décadas. Durante esse período, conforme o jornal, o país alcançou destaque no cenário mundial. O jornal assinala que esse ganho agora está se desfazendo com a crise econômica e política.

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