Vereadora Cíntia Machado questiona licenças ambientais concedidas pelo Município de Feira de Santana

Cíntia Machado: Ontem vi um crime ambiental diante de nós. Aqui quero dizer que não tem como defender. Quem estava lá pode presenciar a lagoa viva, as pessoas morando quietinhas, a gente percebia as pessoas correndo, querendo murar para ninguém perceber nada.

Cíntia Machado: Ontem vi um crime ambiental diante de nós. Aqui quero dizer que não tem como defender. Quem estava lá pode presenciar a lagoa viva, as pessoas morando quietinhas, a gente percebia as pessoas correndo, querendo murar para ninguém perceber nada.

Durante pronunciamento nesta terça-feira (24/05/2016), na tribuna da Casa da Cidadania, a vereadora Cíntia Machado (PMB) teceu duras críticas à Secretaria Municipal de Meio Ambiente no que tange à concessão de licenças ambientais.

“Venho a esta tribuna, na manhã de hoje, para falar sobre a nossa visita, do absurdo que presenciei. Ontem vi um crime ambiental diante de nós. Aqui quero dizer que não tem como defender. Quem estava lá pode presenciar a lagoa viva, as pessoas morando quietinhas, a gente percebia as pessoas correndo, querendo murar para ninguém perceber nada”, afirmou a edil, se referindo a visita que fez ontem na Lagoa Subaé.

A vereadora comentou ainda que no passado a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Cristianismo Sem Fronteiras comprou um terreno nos Olhos D’Água, mas não conseguiu autorização para construir. “Gostaria de fazer um questionamento, a Igreja Assembleia de Deus Cristianismo Sem Fronteiras comprou um terreno nos Olhos D’água há dois anos. Se empenhou de todos os jeitos para iniciar a construção. A Secretaria não liberava porque dizia que existia um pedacinho de lagoa. O pastor Josué Brandão trouxe um especialista que fez um projeto e, por muitas vezes, fui ao ex-vereador desta Casa Roberto Tourinho, secretário da pasta, que disse que nada poderia ser feito”, informou.

Cíntia salientou que, diante das dificuldades encontradas, o pastor desistiu do terreno. “O pastor, ao ver todos os entraves, trocou o terreno, mas hoje este terreno começou a ser murado, onde não se podia construir por conta de uma lagoa. Queria entender como é esse peso, essa medida, como avalia, quais critérios para dar uma licença?”, indagou.

Para a vereadora, isso é algo muito preocupante. “Isso é algo que preocupa debaixo de tanta coisa que deve ter acontecido, não tem como defender uma coisa absurda dessa. Lembrei-me da questão do terreno da igreja porque acompanhei o caso”, disse ela, lamentando o ocorrido.

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Redação
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