Vereador Edvaldo Lima critica Projeto de Lei que institui Plano de Cultura de Feira de Santana

Edvaldo Lima: Nesse pl não contém a feira da Getúlio Vargas, que foi como começou nossa cidade. Não fala das demais feiras nem das boiadas. Vocês precisam ver a aberração que está nesse pl. São R$ 2.220.000,00 para fazer shows de boates. Isso é infame, não posso concordar e não vou votar nele.

Edvaldo Lima: Nesse pl não contém a feira da Getúlio Vargas, que foi como começou nossa cidade. Não fala das demais feiras nem das boiadas. Vocês precisam ver a aberração que está nesse pl. São R$ 2.220.000,00 para fazer shows de boates. Isso é infame, não posso concordar e não vou votar nele.

No horário do grande expediente da sessão ordinária  desta segunda-feira (23/04/2016), o vereador oposicionista Edvaldo Lima (PP) voltou a usar a tribuna da Casa da Cidadania para defender seu posicionamento no que tange ao projeto de lei que versa sobre a cultura. Ele também aproveitou o tempo para reafirmar sua postura em relação à família tradicional.

“Não sabia, até hoje, que defender a família original é palhaçada. Passei a saber disso hoje. Acho que fui palhaço mesmo quando tive que estender a mão para perdoar, para não perder meu mandato. Tenho uma posição e vou defendê-la nesta Casa, que é defender a família”, afirmou Edvaldo.

E passou a argumentar sobre seu posicionamento contrário ao projeto que estabelece o Plano Municipal de Cultura na cidade. “Não sou contra a cultura, mas sim ao que está neste projeto, que não configura cultura. Um projeto tem que ter artigos e incisos, e não tem, aqui só recebemos a primeira página e as demais estão em branco. Se aprovarmos como está, eles podem fazer o que bem entenderem com as páginas em branco”, ressaltou Edvaldo.

O edil continuou apresentando seus argumentos. “Nesse pl não contém a feira da Getúlio Vargas, que foi como começou nossa cidade. Não fala das demais feiras nem das boiadas. Vocês precisam ver a aberração que está nesse pl. São R$ 2.220.000,00 para fazer shows de boates. Isso é infame, não posso concordar e não vou votar nele. O pl sofreu uma emenda, que foi bem feita, porque tirou a questão da sexualidade. Porém, falta mais sobre a cultura da nossa cidade, como por exemplo, o Casarão dos Olhos D’Água, que foi onde começou Feira de Santana; não fala sobre o distrito de Maria Quitéria e mais. Se colocarmos nossas digitais nesse projeto, depois quem vai sofrer é a população”, disse.

Edvaldo afirmou ainda que não é contra a Micareta de Feira, mas contra o local em que ela é realizada. “Deve-se construir um local apropriado ou então fazer no Parque de Exposição, que é lugar de festa. Não precisamos de cultura para ensinar as crianças a se prostituírem, precisamos de cultura como cantores do passado faziam, uma cultura que respeita a família”, argumentou.

Para finalizar, Edvaldo lembrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) reduziu os ministérios por conta da crise e que o presidente em exercício Michel Temer seguiu a mesma linha, mas quando tentou fundir o Ministério da Cultura ao Ministério da Educação, ele foi criticado e precisou voltar atrás da decisão.

“Muitos artistas se manifestaram, alguns para defender seus benefícios, e o presidente voltou atrás. Acredito que os recursos que seriam economizados com a fusão dos ministérios poderiam ser revertidos para a saúde, educação e segurança do nosso país. Temos todos os finais de semana jovens mortos em nossa cidade”, lembrou.

Edvaldo Lima volta a comentar críticas recebidas pelo movimento LGBT

Em discurso no horário do pequeno expediente da Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta segunda-feira (23), o vereador Edvaldo Lima (PP) voltou a comentar as críticas que vem recebendo por parte do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

“Eu não gostaria de retornar a este assunto que vou trazer, mas, infelizmente, o que vejo é que temos que trabalhar enquanto há tempo. Estou aqui, sem nenhuma preocupação, estou aqui com o documento emitido pelo Ministério Público da Bahia, 2ª Promotoria da Comarca de Feira, fazendo ciência ao vereador Edvaldo Lima, referente ao grupo LGBT, tentando mais uma vez barrar ou calar a minha voz”, afirmou.

De acordo com o edil, “a articulação da Parada Gay de Feira de Santana encaminhou um documento à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que fez representar ao Ministério Público. No documento o Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual (GLICH) diz: ‘Venho por meio desta denunciar uma série de ações LGBTfobia, que vêm agredindo verbalmente, impedindo avanço no que se refere ao movimento”, disse.

Edvaldo Lima ressaltou também que, no documento, foi acusado de chamar as pessoas do movimento LGBT de demônios. “Primeiro, não está falando a verdade, chamo de demônio os projetos que vão de encontro à família e continuarei chamando tudo o que for contra a família. Nunca chamei cidadão nenhum deste nome”, afirmou.

Plano Municipal de Cultura

Em seguida, ele que não descarta a possibilidade de entrar na Justiça contra o projeto do Plano Municipal de Cultura, que tramitará na Casa da Cidadania. “Esse projeto está cheio de vícios, só tem seis artigos, depois todo o projeto não tem artigo, vem com números que você não sabe onde estão inseridos, olha o tamanho da desigualdade? O projeto já nasceu morto e não vou colocar minha digital em um projeto cheio de vícios”, disse o pepista, afirmando que a emenda apresentada à referida proposição é incompleta, uma vez que só retira a palavra sexualidade da matéria.

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