Todos os sons da Bahia encantam os visitantes no Museu da Música Brasileira

 

Pelourinho, Salvador.

Pelourinho, Salvador.

Demonstração da capoeira de rua no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador. Bahia é responsável pela construção de grande parte da cultura nacional com ritmos que encantam visitantes de todos os cantos do país e do mundo.

Demonstração da capoeira de rua no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador. Bahia é responsável pela construção de grande parte da cultura nacional com ritmos que encantam visitantes de todos os cantos do país e do mundo.

Há um ditado que fala que “o baiano não nasce, estreia”. E não é necessário ser doutor em antropologia para confirmar o sentido desta máxima da sabedoria popular. Uma visita ao Museu da Música Brasileira, em Salvador, no coração do Pelourinho, leva o visitante a uma viagem pela história da original música brasileira, com destaque para a grande contribuição baiana para o Brasil e o mundo.

Com uma rápida caminhada pelo Centro Histórico, o turista pode ser surpreendido com uma mistura de sons e ritmos, como os dos tradicionais atabaque e berimbau, que embalam a capoeira e apresentam um pouco do que a Bahia tem. A musicalidade é tanta que já começa pelo inconfundível sotaque chamado carinhosamente de “baianês”, um dialeto melodioso resultado da mistura entre negros africanos, brancos portugueses e indígenas originários desde os tempos do Brasil Colônia. De tão marcante, muitos dizem, até, que o baiano conversa cantando.

E na terra de todos os santos, onde se deu a “estreia” do Brasil em 1500, nasceram grandes nomes da história musical do país, especialmente instrumentistas, arranjadores, compositores, letristas e cantores. Todos inspirados pela fusão de ritmos, danças e culturas que formaram a identidade do povo baiano.

O acervo do Museu apresenta ao turista a importância da musicalidade baiana para a cultura brasileira. Caminhar por suas salas é ter contato com o samba de roda original, é conhecer Xisto Bahia, responsável pela primeira música brasileira gravada, o lundu “Isto é bom”.

No espaço, o visitante pode aproveitar também o espaço dedicado à Dorival Caymmi, cantor e compositor baiano que transformou em música, os hábitos, costumes e tradição de seus conterrâneos. Isso sem contar na possibilidade de conhecer um pouco melhor a grande invenção de Dodô e Osmar, o Trio Elétrico, que arrasta multidões no carnaval.

Mas a Bahia também tem rock and roll, representado com a letras inquietantes de Raul Seixas. O tropicalismo, movimento musical que embalou toda uma geração, e representado por Caetano Veloso e outros ícones como João Gilberto, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Betânia, Tom Zé, entre outros. O axé music também está presente representado por Luiz Caldas, Chiclete com Banana, É o Tchan, Daniela Mercury, Margareth Menezes e Ivete Sangalo.

*Com informações de Max Gonçalves.

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