Só um levante popular salva o Brasil do golpe

Manifestantes atearam fogo a pneus em ato contra o impeachment ao lado da Praça da Bandeira em São Paulo.

Manifestantes atearam fogo a pneus em ato contra o impeachment ao lado da Praça da Bandeira em São Paulo.

Manifestantes atearam fogo a pneus em ato contra o impeachment ao lado da Praça da Bandeira em São Paulo.

Manifestantes atearam fogo a pneus em ato contra o impeachment ao lado da Praça da Bandeira em São Paulo.

O Brasil é um País onde não se respeita as leis do trânsito, fila de deficientes e de diversas prioridades; os direitos do cidadão estão sempre sendo aviltados; o caráter e a moral dos políticos e empresários é um conjunto de defeitos que determina a falta de boa conduta que predomina, demonstrando sua maldade e/ou qualidades negativas personificadas em suas atitudes.

Como as autoridades constituídas deste País poderiam respeitar a frágil democracia brasileira? Também somos culpados.

A democracia foi golpeada no espetáculo circense do parlamento e vai ser, mais uma vez ferida no Senado, onde se espera que o “show”, ao menos seja menos ridículo, porém não se pode ter muita certeza disso porque, de repente, surgiu um novo Cunha, o presidente do Senado, Sr. Renan Calheiros.

Uma seção desta envergadura, que pode decidir os destinos da presidente Dilma Rousseff e do País, não poderia ser dirigida por um presidente citado por diversas vezes na operação Lava-Jato entre tantas outras falcatruas por ele praticadas.

O impeachment da Presidente Dilma Rousseff poderia ser anulado pelo atual presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) – que também está sendo investigado pela operação Lava-Jato – que até tentou, mas sabe-se lá por qual motivo, revogou sua decisão.

Mesmo diante de tantas dificuldades de se reverter este quadro, segundo Ciro Gomes, presidente do PDT, só o milagre da participação popular pode modificar este quadro caótico. Ciro Gomes também culpou a imprensa por não esclarecer corretamente a população sobre os verdadeiros culpados da crise pela qual passa o País.

“Um governo Temer seria uma tragédia para o Brasil, mas governo ruim passa ligeiro. Em relação à violência contra as leis, é preciso lutar contra ela agora. Parte importante da crise que estamos vivendo, a imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro subtraiu da opinião pública, porque não interessa a ninguém diminuir as culpas que se jogam contra a presidente Dilma”, afirmou.

A queda de Cunha bem que poderia representar o marco do fim de uma era infausta neste País, mas infelizmente o estrago que ele causou no passado, grande parte não será apagado, nem esquecido nunca. Portanto, o pensamento de Ciro Gomes está certíssimo: “só um levante popular pode salvar o Brasil e a democracia do golpe”.

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br