Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia discute dificuldades do setor de energias renováveis

SDE discute energia renováveis.

SDE discute energia renováveis.

Cerca de 30 empresários do setor participaram de debate no auditório da SDE. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico reuniu na segunda-feira (09/05/2016), em seu auditório, cerca de 30 representantes de empresas de energias renováveis para discutir os principais gargalos do setor: o licenciamento ambiental e a demora, por parte do sistema bancário, na liberação do financiamento dos projetos. Participaram do debate, além dos empresários, os secretários de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda; da Ciência e Tecnologia, Manoel Mendonça; e de Meio Ambiente, Eugênio Spengler.

Spengler abordou as principais questões ambientais que cercam os investimentos em parques de energia eólica e solar, como a proposta de alteração do decreto que trata da reserva legal e as alterações nas resoluções 001 e 237 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). “Temos tido uma relação muito estreita com o empresariado que lida com as energias renováveis. Tudo que é possível fazer, quando há ausência de potencial e significativo dano ambiental, nós fazemos. Só não dá pra dizer que uma estrada é uma picada”, brincou Spengler.

Já o superintendente do Banco do Nordeste na Bahia, José Gomes, explicou a reabertura da linha de crédito do banco para financiar, através de fundos constitucionais, grandes projetos de energia eólica, depois de quatro anos ausente do mercado. “A participação dos recursos em projetos aprovados poderá ser de até 60% do investimento total, com prazo de até 20 anos e carência de até oito anos. Serão oferecidas taxas de juros que variam de 12,95% a 9,5% ao ano”, explica Gomes.

Quem também participou do debate foi o estaleiro Enseada Indústria Naval, que apresentou o projeto de transformar sua gigantesca estrutura, que ocupa uma área de 1,6 milhão de m2 em Maragogipe, no Recôncavo da Bahia, no Polo Industrial Enseada,  abarcando novos negócios industriais e de logística. “Desenvolvemos um plano de negócios especialmente para a energia eólica. Temos capacidade industrial, grande área para estocagem e um terminal portuário pronto para realizar as grandes operações de logística que o segmento requer”, disse Guilherme Guaragna, diretor do Polo Industrial Enseada

Representando o secretário Marcus Cavalcante, o diretor da secretaria de Infraestrutura, Silvano Ragno, falou sobre o projeto de reestruturação da ponte sobre o rio Pratigi, em Ipirá, que é uma rota rodoviária fundamental para o transporte das gigantescas peças – pás, aerogeradores e torres – que compõem o sistema de geração de energia eólica.

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