Professores da Uesb paralisam atividades e promovem protesto em Salvador

Professores da Uesb paralisam as atividades em protesto.

Professores da Uesb paralisam as atividades em protesto.

Professores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) paralisam atividades na terça-feira (24/05/2016) em defesa do serviço público e das Universidades Estaduais da Bahia (UEBAs). Na data, a partir das 6 horas, a comunidade acadêmica realizará ato público em frente ao CEMAE, próximo à UFBA, com a finalidade de denunciar os problemas gerados pela falta de investimento na universidade. Os manifestantes objetivam forçar o governo a iniciar negociações.

Segundo movimento  grevista, o “governo Rui Costa (PT) aplica uma política de sucateamento que visa acabar com Universidades Estaduais. De 2013 a 2016, a Uesb deveria ter recebido R$ 18,1 milhões a mais nas verbas de manutenção, investimento e custeio, considerando a inflação do período. Os graves problemas orçamentários têm impossibilitado o funcionamento mínimo da universidade com ensino, pesquisa e extensão de qualidade, bem como a prestação de serviços à comunidade externa.”.

O movimento grevista informa que “protocolou a pauta desde 18 de dezembro de 2015, porém o Governo da Bahia se recusa a atender as demandas da categoria. Entre as reivindicações está a destinação de 7% da receita líquida de impostos para as UEBA.  Além disso, o governador se nega a pagar o reajuste linear aos servidores públicos, previsto em lei.”

PLP 257/2016

Os grevistas salienta que outra “medida de desmonte do serviço público é o PLP 257/2016. O projeto segue em tramitação no Congresso Nacional e pretende congelar salários, suspender promoções e progressões, acabar com concursos públicos e outros ataques à classe trabalhadora. Em caso de aprovação, todo funcionalismo público – federal, estadual e municipal – será atingido. Um debate sobre o tema será realizado no dia 25 de maio em conjunto com outras categorias do serviço público da cidade na sede do Sindicato dos Bancários às 19h.”

Mobilização

Indignados com o que eles classificam como “ataques”, professores, estudantes e técnicos iniciaram o “Uesb Resiste”. Com objetivo de fortalecer a mobilização na Universidade para fazer o enfrentamento ao governo e reitoria.

Além da questão orçamentária, o movimento reivindica respeito aos direitos trabalhistas, concurso público, destinação de 1% da RLI para a permanência estudantil, revogação da portaria 046/16 (PIBID) e fim do PL 257/16.

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