Presidente do Senado Federal diz que terá “relação de independência” com Temer em eventual governo

Presidente do Senado, Renan Calheiros, quer manter relação de independência com Michel Temer em eventual governo.

Presidente do Senado, Renan Calheiros, quer manter relação de independência com Michel Temer em eventual governo.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse na terça-feira (10/05/2016) que não tratou da formação da equipe ministerial em um eventual governo do vice-presidente Michel Temer, caso a presidenta Dilma Rousseff venha a ser afastada do cargo hoje (11) pelos senadores. Após reunião com Temer na tarde de hoje, Renan disse que quer manter com Michel Temer “a mesma relação que tem com a presidenta Dilma, de absoluta independência”.

“Acho que não é o caso de o presidente do Congresso Nacional participar da formação de governo. Isso retira a independência do poder [Legislativo]”, afirmou o presidente do Senado, depois de reunião com Temer na residência oficial da Presidência do Senado.

No entanto, Renan admitiu que tratou com Temer de uma possível redução no número de ministérios e cargos comissionados no Poder Executivo e disse que apoia uma reforma do Estado. “Ele, na hipótese de assumir, está muito entusiasmado com essa reforma no Estado”, disse.

Renan recebe Temer em reunião na véspera da votação do impeachment

Na véspera da votação do parecer favorável à continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente da República, Michel Temer, reúne-se com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Por volta das 15h, Temer deixou o Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência, com destino à casa do presidente do Senado. A assessoria do vice não deu informações sobre o motivo do encontro. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima também participam da reunião.

Nesta tarde, Renan Calheiros deve anunciar como será o rito da sessão para análise da admissibilidade do processo de impeachment. O início da sessão está previsto para as 9h desta quarta-feira (11).

O quórum mínimo para votação é de 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessário o voto da maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado só vota em caso de empate.

Se for aprovado o parecer, o processo é oficialmente instaurado, e a presidenta Dilma Rousseff será afastada por 180 dias. Com isso, Temer assume a Presidência. Se o relatório for rejeitado, o processo é arquivado, e Dilma segue à frente do Executivo.

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br