Por indício de corrupção no Caso Lava Jato, Procurador-geral denuncia ex-presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal; Instituto Lula diz que Rodrigo Janot antecipou juízo de valor

Luiz Inácio Lula da Silva. Para o procurador-geral da República diz que ex-presidente Lula atuou na compra do silêncio de Nestor Cerveró.Para o procurador-geral da República diz que ex-presidente Lula atuou na compra do silêncio de Nestor Cerveró.

Luiz Inácio Lula da Silva. Para o procurador-geral da República diz que ex-presidente Lula atuou na compra do silêncio de Nestor Cerveró.Para o procurador-geral da República diz que ex-presidente Lula atuou na compra do silêncio de Nestor Cerveró.

De acordo com a nota do Instituto, o ex-presidente Lula não participou, direta ou indiretamente, de qualquer dos fatos investigados na Operação Lava Jato.

De acordo com a nota do Instituto, o ex-presidente Lula não participou, direta ou indiretamente, de qualquer dos fatos investigados na Operação Lava Jato.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em um procedimento oculto em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a PGR, Lula atuou “na compra do silêncio” do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, a fim de evitar que ele assinasse acordo de delação premiada com a força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato.

Os fatos motivaram a prisão, no ano passado, do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). A prisão foi embasada por uma gravação apresentada à PGR  por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor. Segundo a procuradoria, o senador ofereceu R$ 50 mil por mês para a família de Cerveró e mais um plano de fuga para que o ex-diretor deixasse o país.

Os fatos ocorreram em uma reunião na qual estivam presentes Bernardo e Edson Ribeiro, ex-advogado de Cerveró e Delcídio. Segundo os procuradores, o objetivo de Delcídio era evitar que o ex-diretor fizesse acordo de delação premiada.

A denúncia contra Lula foi oferecida em um inquérito que já tramitava na Corte contra o senador Delcídio do Amaral e o banqueiro André Esteves do BTG Pactual, que também foram denunciados na ocasião. Em depoimento de delação, Delcídio afirmou que Lula, com o pecuarista José Carlos Bumlai e o banqueiro, atuaram com interesse de “esconder fatos ilícitos” que os envolvia.

“A partir daí, as investigações ganharam novos contornos e se constatou que Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai e Mauricio Bumlai [filho do pecuarista] atuaram na compra do silêncio de Nestor Cerveró para proteger outros interesses, além daqueles inerentes a Delcídio e a André Esteves”, disse Janot na manifestação em que pediu a inclusão de Lula em outro inquérito.

Instituto Lula diz que Rodrigo Janot antecipou juízo de valor contra ex-presidente

Conforme nota divulgada à noite pelo instituto, a peça apresentada pelo procurador-geral da República “indica apenas suposições e hipóteses, sem qualquer valor de prova. Trata-se de uma antecipação de juízo, ofensiva e inaceitável, com base unicamente na palavra de um criminoso.”

De acordo com a nota, o ex-presidente Lula não participou, direta ou indiretamente, de qualquer dos fatos investigados na Operação Lava Jato.

“Nos últimos anos, Lula é alvo de verdadeira devassa. Suas atividades, palestras, viagens, contas bancarias, absolutamente tudo foi investigado e nada foi encontrado de ilegal ou irregular. Lula sempre colaborou com as autoridades no esclarecimento da verdade, inclusive prestando esclarecimentos à Procuradoria-Geral da República”, acrescentou o documento.

O instituto concluiu a nita afirmando que o ex-presidente Lula “não deve e não teme investigações”

Investigados podem chegar a 69 pessoas

Se os pedidos de abertura de investigação miram no PT, que pode deixar o poder dentro de alguns dias, também não deixam de afetar o PMDB, do vice-presidente, Michel Temer, prestes a assumir o comando do Palácio do Planalto, se o Senado confirmar o impeachment da presidenta. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) também são alvos da PGR. Esse mesmo inquérito, segundo o jornal Folha de S. Paulo, já investiga 39 pessoas, entre elas, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR). Agora, Janot defende que a inclusão dos novos investigados vem de encontro ao avanço das investigações. Ainda segundo a Folha, o procurador disse que “esse aprofundamento das investigações mostrou que a organização criminosa tem dois eixos centrais. O primeiro ligado a membros do PT e o segundo ao PMDB”.

“No caso deste [PMDB], as provas colhidas indicam para uma subdivisão interna de poder entre o PMDB da Câmara dos Deputados e o PMDB do Senado Federal. Estes dois grupos, embora vinculados ao mesmo partido, ao que parece, atuam de forma autônoma, tanto em relação às indicações políticas para compor cargos relevantes no governo quanto na destinação de propina arrecadada a partir dos negócios escusos firmados no âmbito daquelas indicações”, diz Janot.

Caso Zavascki aceite o pedido de Janot, o número atual de 39 pessoas investigadas no inquérito irá pular para 69 pessoas. O site Jota ainda informa que no pedido do procurador-geral da República, estaria a explicação de que no núcleo de ação do PT, “a organização, ao que tudo indica, era especialmente voltada à arrecadação de valores ilícitos, por meio de doações oficiais ao Diretório Nacional, que, posteriormente, fazia os repasses de acordo com a conveniência da organização criminosa”.

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Íntegra da petição da PGB para investigar  o ex-presidente Lula e outros 30 políticos e operadores na Lava Jato

*Com informações do El País e da Agência Brasil.

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